Comércio de Biocombustíveis

Comércio de Biocombustíveis

Mônica Valéria Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Comércio, Unctad, realizou no Rio de Janeiro uma Conferência sobre Biocombustíveis.

O evento, que terminou em 5 de dezembro, apresentou opções de produção econômica menos intensa em gás carbônico.

A Rádio ONU conversou com o coordenador de Mudança Climática e Comércio de Biocombustíveis, Lucas Assunção, sobre o programa brasileiro de etanol e o interesse de alguns países africanos, de língua portuguesa, na iniciativa.

Segundo ele, o comércio sustentável é uma opção mais que viável, como no caso do Brasil.

Assistência Técnica

"Emite-se muito menos CO2 no setor dos transportes brasileiros que em outros países. Em outros países, que não no Brasil, a introdução às vezes é precipitada. No caso do Brasil, isso foi introduzido nos anos 70, então, o Brasil aprendeu, ao longo de uma geração de mais de 30 anos, como fazê-lo. De fato, no caso brasileiro, nunca houve uma relação entre mistura de etanol na gasolina e aumento das commodities agrícolas", disse.

O coordenador da Unctad disse ainda que a organização tem prestado assistência técnica a outros países que queiram adotar programas de combustíveis ecologicamente corretos.

Cooperação Sul-Sul

"O que nós temos feito é oferecer a capacidade analítica, inclusive com peritos internacionais visitando alguns países para ajudá-los a pensar a sequência das suas políticas de biocombustíveis. O Ministério da Agricultura, o Ministério da Energia e Meio Ambiente evidentemente estão envolvidos nessa formulação de uma estratégia de biocombustíveis", explicou.

O fórum da Unctad, no Rio de Janeiro, recomendou a cooperação Sul-Sul, entre os países do Hemisfério Sul e em desenvolvimento, para troca de assistência técnicas e experiências.

Nações unidas em Ação, programa da Rádio ONU em Nova York.

Apresentação: Mônica Valéria Grayley

Produção: Eduardo Costa e Helder Gomes

Direção Técnica: Peter Kurisko.