Combate ao narcotráfico

14 dezembro 2007

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

O director-executivo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, António Maria Costa, pediu ao Conselho de Segurança apoio para o combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau.

O chefe do Unodc participou de uma reunião a portas fechadas do conselho para analisar a situação no país.

Em conversa com jornalistas após o encontro, António Maria Costa falou sobre as dificuldades que o país enfrenta no combate ao crime organizado.

Ele disse que a Guiné-Bissau é a evidência de um país com capacidade limitada para controlar suas fronteiras terrestres e marítimas e seu espaço aéreo.

Relatório de Ban Ki-moon

No seu último relatório enviado ao Conselho de Segurança sobre a Guiné-Bissau, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou os esforços do governo guineense para combater o narcotráfico e acelerar o desenvolvimento.

O encarregado de informação do Onugbis, Vladimir Monteiro, disse à Rádio ONU, de Bissau, que governo tem adoptado medidas para melhorar a situação social.

"O governo assinou, nos últimos dias, alguns programas de apoio financeiro com parceiros internacionais. Mas a verdade é que, com os salários em atraso, as dificuldades em níveis económico e educativo poderão continuar, e isso não facilita a estabilidade política. Para as Nações Unidas, é extremamente importante que haja essa estabilidade porque o próximo ano é ano de eleições e é um mandato importante para a Guiné-Bissau e para a comunidade internacional, que tem trabalhado para a consolidação da paz", disse.

Conferência de Lisboa

Ban Ki-moon destacou ainda a importância da conferência contra o narcotráfico organizada pelos governos guineense e português que ocorrerá no dia 19, em Lisboa, capital de Portugal.

A consultora-sénior do Unodc, Sandra Valle, visitou a Guiné-Bissau no princípio de Dezembro para entre outros aspectos, avaliar as necessidades do país e ajudar na preparação da Conferência.

Sandra Valle disse à Rádio ONU, de Viena, na Áustria, que não se pode dissociar o combate ao narcotráfico dos problemas sociais do país.

"São, em geral pessoas que julgam ou que investigam que são mal pagas. Sem querer, de forma alguma justificar, mas se trata até de sobrevivência porque têm que alimentar os seus filhos e não têm seus salários há cinco meses. Não se pode almejar ter uma justiça criminal efectiva, transparente se não se endereçar também o problema da corrupção", disse.

Sandra Valle constatou insuficiências no funcionamento dos aparatos da justiça criminal nos países da África Ocidental. Ela diz que é preciso que a justiça cumpra seu ciclo completo.

África na ONU

Apresentação e Realização: Jorge Soares

Produção: Helder Gomes e Eduardo Costa

Direção Técnica: Louis Bastion

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud