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ONU discute formas contemporâneas de racismo

Assunto foi debatido na 3a. Comissão da Assembléia Geral, que trata de temas humanitários, sociais e culturais.

O relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Doudou Diène, participou, nesta quarta-feira, de um debate na 3ª.Comissão da Assembléia Geral.

Diène integrou uma discussão sobre manifestações modernas de discriminação racial em todo o mundo.

A Rádio ONU conversou sobre o tema com o diretor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente.

Ele disse à Rádio ONU que algumas formas de desigualdade e a exclusão ainda existem no Brasil.

"Elas continuam dentro daquela raiz estruturante do próprio racismo, principalmente aqui no Brasil, que é justamente a raiz da manutenção da desigualdade e a manutenção da exclusão de participação das minorias sociais, no caso o negro brasileiro", contou.

Mudanças

Para Vicente, a questão do racismo não só no Brasil, mas no mundo, tem mudado constantemente com os avanços da globalização.

"O que a gente vê, na verdade, é aquele fio condutor do racismo e da discriminação que está sofrendo as adequações dentro dos rumores do novo que se constrói a partir da globalização e mesmo aqui do Brasil. Onde ao mesmo tempo você consegue um grande progresso ao fazer com que temas importantes sejam colocados na agenda nacional, conseguimos também testemunhar uma tranformação dos argumentos ao sabor desta novidade, deste novo que se apresenta", contou.

O diretor da Universidade Zumbi dos Palmares disse que neste mês 130 graduandos colarão grau.

Será a primeira turma exclusivamente de estudantes negros.

No comitê da ONU, que trata das questões sociais, humanitárias e culturais, também discursou o relator do grupo de trabalho sobre o uso de mercenários, José Gomez del Prado.