Timor-Leste discute antiterrorismo na ONU
BR

20 novembro 2007

La Sama diz que, se ajudado, país pode contribuir mais na vigilância das fronteiras com Indonésia e Austrália.

Mônica Valéria Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O presidente do Parlamento do Timor-Leste, Fernando La Sama, disse à Rádio ONU que, se ajudado com equipamento, seu país pode fazer ainda mais na luta contra o terrorismo.

La Sama está participando da Audiência Anual da União Interparlamentária, na sede da ONU, em Nova York.

O evento “Reforçando o Estado de Direito nas Relações Internacionais: O Papel Central dos Parlamentos” também debate desarmamento, justiça pena internacional e o combate ao terrorismo.

Ataques

La Sama disse que seu país já começou a cooperar com a Indonésia e a Austrália no controle das fronteiras, mas ainda necessita de ajuda logística para aumentar essa contribuição.

″Há boas cooperações, a nossa polícia, a polícia australiana, também a polícia indonésia estão trabalhando em conjunto e também as Forças Armadas. Em nível do Estado, temos sempre encontros e há boas discussões conforme as informações que eu tenho do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros. Todas as partes estão a trabalhar juntas″, disse.

Impunidade

O presidente do Parlamento timorense disse ainda que conta com a ajuda das Nações Unidas para promover um maior combate à impunidade do país.

″Gostaria de solicitar à ONU para que cumpra as suas responsabilidades, falando de direitos universais, de tribunal internacional. Nós não podemos esperar que um país pequeno, um país novo como o Timor vá encarar este problema só. A ONU tem que estar mais ativa para nos ajudar a garantir a justiça para o povo de Timor-Leste″, explicou.

O encontro da União Interparlamentária na sede da ONU termina nesta quarta-feira.

 

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