Tesouros submersos são destaque na ONU

23 novembro 2007

Evento em Paris reúne especialistas e administradores de arqueologia submersa.

Helder Gomes, da Rádio ONU em Nova York.

Especialistas em naufrágios e bens submersos estão reunidos em Paris, na França, para debater formas de administrar tesouros escondidos no fundo do mar.

O encontro ocorre seis anos após a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, ter adoptado a Convenção sobre Protecção da Herança Cultural Submersa.

Entre os objectivos do tratado está a prevenção de saque por piratas do mar.

O pesquisador de bens submersos no Brasil, Clecio Mayrink, disse à Rádio ONU que a maioria dos naufrágios se encontra no nordeste do país.

"A gente teve muita influência dos holandeses, franceses, portugueses e, no nordeste do Brasil, a gente consegue encontrar vários galeões naufragados. Temos informações de que algumas pessoas estão a fazer buscas ou até a explorar, mas ainda não temos certeza", disse.

Mayrink explica que as buscas não podem ser feitas sem autorização da Marinha Brasileira.

E, no caso de descobertas de tesouros, a maior parte do dinheiro tem de ser paga ao governo.

"Às vezes, um profissional pode encontrar eventualmente um tesouro, ouro, prata, alguma coisa desse tipo. Hoje, a legislação diz que 40% disso aí pertenceria a quem encontrou o sítio arqueológico e o resto seria do governo federal", explicou.

A convenção da Unesco, no entanto, não decide sobre propriedade dos tesouros.

Mas pretende promover mais acesso do público aos bens submersos e também à pesquisa arqueológica no fundo do mar.

 

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