Mudanças climáticas ameaçam toda a humanidade
BR

27 novembro 2007

Estudo da ONU prevê “efeitos irreversíveis” para saúde, educação e combate à pobreza.

Mônica Valéria Grayley, da Rádio ONU em Nova York

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, sugere que o impacto do aquecimento global levará a efeitos irreversíveis a condições de vida, como por exemplo, redução da pobreza, nutrição, saúde e educação.

O relatório “Combater Mudanças Climáticas: A Solidariedade Humana num Mundo Dividido” foi divulgado em Brasília, nesta terça-feira.

Segundo o estudo, a temperatura da terra deverá aumentar cerca de 2% devido aos altos níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2), o principal causador do efeito estufa.

O assessor especial do Pnud para Desenvolvimento Humano, Flavio Comim, falou à Rádio ONU, de Brasília, sobre alguns dos efeitos das mudanças climáticas.

"Ele especifica como a produção agrícola e a segurança alimentar vão sofrer, como a ameaça ao abastecimento de água, com o descongelamento de glaciais, vai provocar enchentes, falta de água, que tem um impacto sobre a agricultura, população, electricidade. Mostra também como a elevação dos níveis dos oceanos está relacionada a uma exposição maior a desastres climáticos. Fala também da destruição dos ecossistemas, da biodiversidade, com resultado não menos importante de uma piora geral na saúde humana", disse.

Biomcombustível

Comim lembrou que o relatório pede mais incentivo ao programa de biocombustível, do qual o Brasil é pioneiro.

"Tem toda uma discussão na base de políticas que mostra os benefícios de você acabar com os impostos internacionais que existem, com a sobretaxa que existe ao biocombustível brasileiro. Porque isso teria um impacto não somente ambiental evidente nos outros países, teria um impacto também importante sobre o próprio Brasil. O Brasil aparace várias vezes no relatório, assim como outros países, mas as menções principais que são feitas estão associadas à questão do biocombustível", disse.

O relatório revela que emissão de gases está concentrada num pequeno grupo de países, China, Índia, Japão, Rússia e Estados Unidos, que produziriam 60% de dióxido de carbono lançado na atmosfera.

Entre os países de língua portuguesa, o Brasil passou a integrar o grupo de países com alto índice de desenvolvimento humano, IDH, ao lado de Portugal. O Brasil ocupa a posição 70 do ranking, a última do grupo de IDH alto.

 

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