Efeito estufa pode agravar pobreza na África, segundo Pnud

27 novembro 2007

Angola, Moçambique e Guiné-Bissau continuam no grupo com indicadores baixos.

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, revela que o impacto do aquecimento global poderá agravar os índices de pobreza de vários países africanos.

A informação é do assessor especial do Pnud para Desenvolvimento Humano, Flávio Comin.

"Sendo a pobreza rural a pobreza que acontece em Angola, que acontece em Moçambique, mas também em outros países africanos e outros países também de língua portuguesa, você sabe que eles vão estar sujeitos, sem a possibilidade de se adaptar de uma maneira bem sucedida, aos efeitos do clima. Então, o impacto que isso vai ter sobre o aumento da pobreza pode reverter todos os esforços que estão sendo feitos de redução de pobreza nesses países", disse.

Ainda de acordo com o relatório, entre os países africanos de língua portuguesa Cabo Verde e São Tomé e Príncipe se situam nos níveis médio de desenvolvimento humano com melhorias em índices como esperança de vida e cobertura escolar.

Angola, Moçambique e Guiné-Bissau continuam no grupo com indicadores baixos.

Emissão de gases

O relatório revela que emissão de gases está concentrada num pequeno grupo de países - China, Índia, Japão, Rússia e Estados Unidos - que produzem 60% do dióxido de carbono lançado na atmosfera.

Somente o Texas, nos Estados Unidos, com uma população de 23 milhões de habitantes emite mais gases que toda a África Subsaariana que tem mais de 720 milhões de habitantes.

 

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