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ONU quer força ‘capaz de fazer diferença’ em Darfur

ONU quer força ‘capaz de fazer diferença’ em Darfur

Chefe das Operações de Paz diz a Conselho de Segurança que, sob condições actuais, tropas não teriam como se defender.

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

O subsecretário-geral do Departamento de Manutenção das Operações de Paz, Jean-Marie Guéhenno (foto), disse ao Conselho de Segurança que é preciso incluir tropas não-africanas na força de paz mista prevista para Darfur, no Sudão.

O governo sudanês concordou com o envio ao país de uma força híbrida formada, na maioria, por tropas da União Africana.

No mês passado, o Secretário-Geral da ONU disse que questões logísticas estavam dificultando a mobilização das tropas.

A Unamid, como está sendo chamada, seria a maior força de paz da ONU com 26 mil homens.

Na terça-feira, o chefe das Operações de Paz afirmou ao Conselho de Segurança que o envio da missão sem as condições necessárias representa um risco de fracasso.

Guehenno disse que existem decisões estratégicas específicas que são esperadas pelo governo sudanês.

Segundo ele, não existe mais tempo para perder.

Para Guéhenno, uma situação de humilhação em Darfur teria repercussões em toda a região sobre o papel de manutenção de paz da ONU.

O subsecretário-geral disse que sob as condições actuais, as tropas não teriam chance de se defender.

Tropas não-africanas

Ele informou que o governo do Sudão ainda não aprovou a participação da Tailândia, do Nepal e de países escandinavos na força de paz.

Diálogo

Falando aos jornalistas na sede da ONU em Nova York, o embaixador do Sudão nas Nações Unidas, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, afirmou que governo sudanês continua aberto ao diálogo.

Mohamad disse que as soluções devem ser encontradas através do diálogo e de consultas e não através de ameaças.

A Unamid deverá substituir a actual força de paz da União Africana cujo mandato expira em 31 de Dezembro.