Acnur discute situação de refugiados na América Latina (Português para o Brasil)

28 novembro 2007

Encontro em São Paulo reuniu seis países latino-americanos e Noruega.

Mônica Valéria Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, encerrou nesta quarta-feira, em São Paulo, um encontro para discutir formas de reassentamento de refugiados na América Latina.

Segundo o Acnur, o reassentamento ocorre quando uma pessoa foge de seu país, por temer perseguições, e continua sendo ameaçada no primeiro país de abrigo. Neste caso, o Acnur procura um terceiro destino para o refúgio.

Erros e Acertos

O representante do Acnur no Brasil, Luís Varese, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que o programa de refúgio no Brasil tem funcionado bem apesar de erros e acertos.

"No caso dos refugiados palestinos, poderia ter sido feito mais lentamente, não todo o mundo junto, por exemplo. E os acertos são a abertura do governo brasileiro, a proteção que eles sentem. Tivemos um encontro com os refugiados, eles se sentem protegidos. Então, o objetivo da proteção está plenamente cumprido", disse.

Varese disse à Rádio ONU que o maior grupo de refugiados no Brasil vem da Colômbia. Segundo ele, os colombianos têm se integrado bem à nova vida no país vizinho.

Vida Nova

"A integração no mercado laboral para os colombianos deu certo. Mais de 70%, depois de dois anos, não dependem da ajuda, da assistência mas são auto-suficientes no mercado laboral", disse.

Participaram da reunião em São Paulo, representantes do Brasil, da Argentina, do Chile, Paraguai e Uruguai e da Noruega.

Ao todo, o Brasil abriga 3,5 mil refugiados. Cerca de 400 deles são reassentados.

 

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