Unami pede a autoridades dos EUA para investigar mortes no Iraque BR

Unami pede a autoridades dos EUA para investigar mortes no Iraque

Um relatório da Missão da ONU no Iraque, Unami, pediu às autoridades americanas que investiguem relatos de mortes causadas por empresas de segurança privadas.

O porta-voz do representante especial do Secretário-Geral no Iraque, Said Arikat, falou Rádio ONU sobre o relatório.

Arikat disse que as empresas, que prestam serviços de segurança, têm que ser responsabilizadas por seus atos. Ele pediu aos países que empregam forças de segurança particulares no Iraque, que ajudem a fazer com que as companhias respondam por suas ações.

O porta-voz disse que se comparado ao último relatório da Unami, o quadro no país ainda é preocupante.

Segundo Arikat, a situação continua difícil. Ele afirmou que muitas violações dos direitos humanos estão ocorrendo como por exemplo, mortes indiscriminadas, seqüestros, assassinatos de jornalistas e outros profissionais, execuções, violência contra mulheres e minorias.

O relatório da Unami afirma que o governo iraquiano tem enfrentado desafios devido à violência e à grave crise humanitária. Mais de 2 milhões

de pessoas fugiram do país, e metade deste número se refugiou na Síria.

Antes da publicação do relatório, um dos mais novos Mensageiros da Paz das Nações Unidas, o escritor Paulo Coelho, disse à Rádio ONU, que na opinião dele, o Iraque é uma séria prioridade.

"Claro que para mim esta é a situação mais grave no momento. É esta guerra sem controle, esta guerra onde não se vê o final. No momento, já estamos com quase 1 milhão de mortos, sendo a maioria iraquianos. A outra coisa que também é muito séria, neste momento, é uma tendência ao fundamentalismo, ou seja, parece que as pessoas se grudaram na religião como um mecanismo de defender seus valores e não é bem assim. A religião é sobretudo a tolerância, a linguagem do amor”, afirmou.

O relatório trimestral é o 11º compilado pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque, Unami.