ONU saúda decisão do Sudão de pôr fim às hostilidades em Darfur

30 outubro 2007

O enviado especial do Secretário-Geral da ONU para Darfur, Jan Eliasson (foto), e o representante da União Africana, Salim Ahmed Salim, saudaram a decisão unilateral do governo sudanês de declarar o fim das hostilidades em Darfur.

No documento, os representantes da ONU e da União Africana afirmam que o encontro em Sirte é a primeira de um processo de três fases que eles consideram irreversível.

Segundo as Nações Unidas, o conflito em Darfur já provocou mais de 200 mil mortos e obrigou mais de 2 milhões de pessoas a deixar suas casas.

Nesta terça-feira, os representantes dos movimentos que operam na região pediram um período de três semanas para permitir concertações, entre as diferentes facções, antes de retomar o diálogo com o governo.

A repórter da Rádio ONU, Reem Abaza, conversou com o representante do Movimento Nacional de Reformas para o Desenvolvimento, Adbel-Majeed Dosa.

Dosa disse que a decisão foi tomada após consultas entre as facções presentes em Sirte e os representantes da ONU e da União Africana.

Em entrevista à Rádio ONU, o representante do governo do Sudão, Nafie Ahmad Nafie, explicou que as autoridades sudanesas concordaram com a decisão.

Nafie explicou que governo do Sudão concordou com a necessidade de conceder um tempo adicional para permitir consultas entre as facções.

Jan Eliasson e Salim Ahmed Salim afirmaram no seu comunicado que prosseguirão os contactos com a sociedade civil e com as partes envolvidas no conflito.

Para os representantes da ONU e da União Africana, a preparação para as negociações mais substanciais continuará em Sirte e onde for necessário.

 

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