Angola preocupada com tráfico ilegal de armas, diz embaixador

31 outubro 2007

Terminou nesta quarta-feira a Semana do Desarmamento da ONU, que arrancou por ocasião do aniversário da organização, em 24 de Outubro.

Entre os participantes esteve o director das Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores de Angola, Virgílio Marques de Faria, que discursou numa sessão da 1ª Comissão da Assembleia Geral que trata das questões de desarmamento.

O embaixador Virgílio Marques de Faria falou à Rádio ONU, sobre o contributo de Angola.

"Nós estamos organizados, em nível de Angola, em uma comissão de desarmamento da população civil que é coordenada pelo nosso Ministério do Interior. Nós temos feito todo o trabalho no sentido de solicitar às populações para nos entregarem as armas livremente. Nós não temos feito qualquer tipo de coação", explicou.

De Faria disse ainda que Angola continua muito preocupada com o tráfico ilegal de armas, devido ao impacto negativo na segurança mundial.

Para Virgílio Marques de Faria, um país que sai de um conflito deve aprender com os outros que desarmam civis há mais tempo.

"O país deve recorrer à experiência dos países que já têm experiência neste ramo, sem hostilização da população. Com seminários, em nível de cada província, em nível de municípios, com abordagens feitas pelas Nações Unidas, porque as Nações Unidas, neste aspecto, têm ajudado bastante. Penso que nós poderemos, muito brevemente, retirar as armas da população civil", disse.

No seu discurso, o embaixador Virgílio Marques de Faria pediu à comunidade internacional que trabalhe em conjunto para o desarmamento.

 

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