Unicef saúda abolição da mutilação genital feminina no Egito BR

Unicef saúda abolição da mutilação genital feminina no Egito

A representante, no Egito, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Erma Manoncourt, saudou, nesta segunda-feira, a abolição da mutilação genital feminina em instituições de saúde do país.

A representante do Unicef disse que as mortes, neste verão, em clínicas do país, levaram as autoridades de saúde a proibir a prática.

De acordo com Erma Manoncourt, 75% dos incidentes no Egito, relacionados com a mutilação genital feminina, ocorrem em clínicas de saúde.

Maria Regina Tavares, membro da Cedaw, a Comissão sobre a Convenção da ONU para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres, disse, à Rádio ONU, de Lisboa, em Portugal, que a mudança de comportamentos depende de maior sensibilização das pessoas.

"A recomendação que o Comitê tem feito é no sentido da sua eliminação, designadamente através de legislação que a proíba. Também através da educação, da sensibilização da opinião pública, dos profissionais envolvidos, das organizações de mulheres, dos líderes comunitários. E ainda a busca de novas formas de substituição do que são estes ritos de passagem, de uma idade de criança para uma idade adulta, por outras formas, outros ritos de passagem, mas que não incluam nunca esta forma bárbara de proceder contra as mulheres", disse.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a mutilação genital ainda afeta entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo.

O Unicef definiu 2015 como o prazo para acabar com a prática nos países africanos, incluindo o Egito.