África no milénio

21 setembro 2007

O Conselho de Segurança promove nesta terça-feira, 25 de Setembro, uma reunião de alto nível sobre a contribuição que a comunidade internacional pode dar para se alcançar a paz e a estabilidade no continente africano. Nesta reportagem, o economista do Banco Mundial e especialista sobre a região africana, Jorge Arbache, fala da volatilidade das economias de África Subsaariana e de casos de sucesso no continente.

A iniciativa surge poucos dias após o lançamento pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, de um grupo de trabalho para ajudar a implementar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio em África.

Ban Ki-moon disse que as Nações Unidas estão preocupadas pelo facto de vários países da África Subsaariana não terem cumprido, até agora, nenhuma das oito metas do milénio que pretendem eliminar ou reduzir males sociais até 2015.

A Rádio ONU conversou com Jorge Arbache, economista do Banco Mundial e especialista sobre a região Africana, que falou da volatilidade das economias africanas.

"Existe uma grande assimetria. Quando as coisas vão mal, os indicadores de pobreza, as variáveis de pobreza sofrem muito. Quando as coisas vão bem, essas variáveis não melhoram proporcionalmente, como alguém poderia esperar. É necessário, não apenas, que a África cresça para que haja recursos para sustentar a melhoria das condições económicas e das condições económicas, especialmente sociais, mas é necessário que haja formas políticas que façam com que haja redução da volatilidade do crescimento e que o crescimento que venha a acontecer seja pró-pobre ", disse.

O grupo de trabalho sobre os Objectivos do Milénio em África foi lançado na sexta-feira na presença de representantes da União Africana, do Banco Mundial, de líderes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

O representante da União Africana, Maxwell Mkwezalamba, disse que a agricultura, a educação, a saúde e as infraestruturas estão entre os sectores prioritários e que requerem maiores investimentos.

Mkwezalamba sublinhou o facto da ajuda internacional não ter sido concedida aos países africanos, conforme os compromissos.

Um outro participante da cerimónia de lançamento do grupo de trabalho foi o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Ele falou dos casos de sucesso.

Segundo Zoellick, no continente se pode encontrar alguns países bem-sucedidos. Ele afirmou que há pelo menos 17 países com um índice de crescimento acima dos 5,5% nos últimos 10 anos, e destacou o caso de Moçambique.

 

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