Conselho de Segurança apóia missão de enviado especial a Mianmar
BR

27 setembro 2007

O Conselho de Segurança da ONU pediu calma ao governo de Mianmar que está reprimindo uma manifestação pacífica de monges budistas no país. A declaração foi lida, em Nova York, pelo presidente rotativo do conselho, o embaixador da França, Jean-Maurice Ripert (foto).

Mais de 100 mil monges budistas saíram às ruas para protestar contra o governo e pedir democracia. Mianmar, a antiga Birmânia, no sudeste asiático, é liderado por uma junta militar e mantém em prisão domiciliar a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Louise Arbour, disse que está otimista com a viagem de Gambari.

Ela lembrou que Gambari já foi recebido recentemente pelo governo birmanês, e estará no país oferecendo ajuda para resolver a crise. Ela acredita que os líderes birmaneses continuarão cooperando com a ONU.

Na madrugada desta quinta-feira, tropas birmaneses realizaram batidas em vários templos budistas. A rede britânica BBC informou que pelo menos nove pessoas morreram e mais de 30 estão feridas.

Além do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, outros representantes da comunidade internacional manifestaram preocupação com a situação em Mianmar. Na terça-feira, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, disse que a União Européia está preocupada com a crise.

 

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