Enviado da ONU diz que acordo de rebeldes no Sudão é passo importante

6 agosto 2007

O enviado especial da ONU para o Sudão, Jan Eliasson, afirmou que a decisão anunciada por grupos rebeldes, que actuam na província sudanesa de Darfur, de manter conversações com o governo de Cartum é um importante passo adiante.

A reunião foi patrocinada pelas Nações Unidas e pela União Africana.

Leia o boletim do repórter da Rádio ONU, Helder Gomes.

Em conversa com jornalistas, o representante da União Africana, Salim Ahmed Salim, também se mostrou optimista com os resultados da Conferência sobre Darfur.

Ele disse que os rebeldes elaboraram uma plataforma comum que inclui partilha do poder e de riquezas, segurança e questões humanitárias.

Neste encontro participaram grupos de milícias que não se uniram ao acordo assinado, em Maio de 2006, entre o governo do Sudão e o principal grupo rebelde, o chamado Movimento de Libertação do Sudão, MLS. O documento foi firmado em Abuja, capital da Nigéria.

A reunião de Arusha acontece poucos dias após o Conselho de Segurança ter aprovado a Resolução 1769 que autoriza o envio para Darfur de uma força mista de paz de 26 mil homens, com tropas da ONU e da União Africana.

Segundo as Nações Unidas, desde 2003, o conflito em Darfur já provocou mais de 200 mil mortos e obrigou 2 milhões a deixar suas casas”.

Ainda nesta segunda-feira, a relatora especial do Conselho dos Direitos Humanos para o Sudão, Sima Samar, pediu o fim de casos de violações dos direitos humanos no país que, segundo ela, incluem torturas, abusos sexuais e extorsão.

Samar disse que o relatório da sua última missão feita ao Sudão, entre 25 de Julho a 2 de Agosto, será apresentado na próxima sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em Setembro.

 

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