Crianças sem documentos na Europa

9 agosto 2007

A Organização Internacional para Migrações, OIM, está promovendo um programa para melhorar o atendimento a dezenas de milhares de crianças que chegam, anualmente, à Europa sem documentos.

A OIM afirma que muitos dos menores são vítimas de abusos, negligência e abandono.

A organização não sabe ao certo como as crianças chegam à Europa, mas não descarta a possibilidade de redes de tráfico humano no processo.

Para abordar esta temática, a Rádio ONU conversou com o técnico do Departamento de Protecção de Crianças, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Abubacar Sultan.

Ele disse que o Unicef dá prioridade ao trabalho de prevenção no combate ao tráfico de menores.

“O Unicef trabalha em vários países, em cerca de 150 países, fundamentalmente apoiando os respectivos governos a encontrarem mecanismos de prevenção de exploração das crianças, através de políticas que estejam destinadas a crianças desacompanhadas e, segundo a nossa definição, separadas das suas famílias,” disse.

Abubacar Sultan se referiu ainda aos programas de apoio nos países acolhimento.

“Poderá não existir diretamente um envolvimento do Unicef mas existem já esquemas de acolhimento de crianças que têm a ver com o fornecimento de cuidados imediatos de atendimento médico e integração social. Em alguns casos, existem esforços de articulação com os supostos países de origem, quando a identidade da criança é fácil de estabelecer e, portanto, através de uma cooperação entre Estados, existem programas de localização familiar e repatriamento para os países de origem”, afirmou.

Sultan destacou também a experiência de Angola no controlo de saída de crianças não acompanhadas.

 

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