Desenvolvimento em remessas?

15 agosto 2007

As migrações e o desenvolvimento foram tema de debate numa conferência internacional, promovida pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, em Santiago do Chile, no início de agosto.

A Rádio ONU conversou com o especialista do Banco Mundial em Migração e Remessas, Dilip Ratha, sobre o assunto.

Mais detalhes com o repórter Helder Gomes.

Segundo Ratha, os dois maiores receptores de remessas na América Latina são Brasil e México.

Para Ratha, o México fornece mais migrantes e, por isso, a entrada de dinheiro é um movimento natural.

Segundo o economista, o Brasil tem muitos migrantes internacionais, mas também tem um movimento migratório interno muito importante.

De acordo com os dados do Banco Mundial, em 2005, o valor das remessas que chegaram ao Brasil ultrapassou os US$ 3,5 milhões.

No entanto, como explicou o especialista do Banco Mundial à Rádio ONU, uma parte das remessas não é contabilizada pelas autoridades oficiais.

De acordo com Dilip Ratha, isso acontece por causa do controlo apertado das trocas com o exterior.

Como é necessário declarar tudo, algumas remessas não são declaradas como remessas ou simplesmente não são declaradas.

O economista não tem dúvidas de que as migrações ajudam os mais pobres e, segundo ele, isso acontece um pouco por todo o mundo.

Dilip Ratha disse, ainda, que os movimentos migratórios reduzem a pobreza, principalmente através das remessas.

Em situações de crise, o dinheiro que os migrantes enviam para o país de origem serve para financiar as necessidades básicas.

Ainda de acordo com Dilip Ratha, do Banco Mundial, isto verificou-se no México, durante a crise de 1994-95.

Por isso, conclui o economista, as remessas equilibram os níveis de consumo dos mais pobres, em tempos de maiores dificuldades.

Nações Unidas em Acção, programa da Rádio ONU em Nova York

Apresentação: Mônica Valéria

Reportagem: Helder Gomes

Produção: Eduardo Costa

Direcção Técnica: Peter Kurisko

 

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