Rotary pela paz e desenvolvimento

17 agosto 2007

O coordenador do programa nacional de combate a doenças transmissíveis em Sergipe, no Brasil, David Oliveira de Souza, nesta entrevista à Rádio ONU fala das Bolsas Rotary pela Paz Mundial de que foi um dos beneficiários.

A bolsa foi criada pela organização não-governamental Rotary Internacional com o objectivo de formar novas gerações de diplomatas, líderes governamentais e humanitários para reduzir pobreza, confrontos e violência no mundo.

O Rotary tem uma parceria com o Conselho Económico e Social das Nações Unidas, Ecosoc.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o médico David Oliveira de Souza conta como entrou para o curso de mestrado da Rotary Internacional.

“Eu trabalhava como médico de família e comunidade que é uma especialização que temos em alguns países como no Brasil e na Espanha. São médicos que têm uma formação generalista, e ganham habilidades para lidar com a comunidade. Eu conhecia uma senhora que era membro da Rotary, que me informou sobre as Bolsas Rotary para promoção da paz e resolução de conflitos. Ela achava que era um pouco para o meu perfil. Eu questionei porque sou médico e não profissional de sociologia, administração ou economia. Vi que era um programa muito atraente - uma bolsa de mestrado de dois em um centro de excelência -, e que para ser aprovado teria que passar por um processo de selecção”, disse.

David de Souza, que é também consultor de Saúde da Organização Médicos Sem Fronteiras, disse que a formação o tem ajudado no trabalho de prevenção do HIV/Sida em áreas rurais do Brasil.

Ele descreve ainda a imagem que guarda de uma missão feita em Moçambique, país que vive uma epidemia do HIV/Sida.

“Eu sou uma pessoa apaixonada por Moçambique. Quando eu estive lá trabalhei para uma organização chamada “Casa do Gaiato” que fica ao norte de Maputo onde se atende cerca de 250 meninos órfãos de pais que morreram na guerra ou da epidemia do Sida. Eu fazia a revisão clínica deles e trabalhava nas aldeias ao redor. Na altura houve uma epidemia de cólera muito forte, muitas pessoas morrendo. E a imagem que eu trouxe é de um povo doce apesar dos vários anos de guerra”, acrescentou.

 

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