Especialistas discutem na ONU padronização de nomes geográficos
BR

21 agosto 2007

Quase 300 especialistas de 100 países estão reunidos em Nova York para discutir formas de padronizar nomes geográficos em todo o mundo.

Segundo o Grupo de Especialistas das Nações Unidas em Nomes Geográficos, a designação de um lugar reflete a cultura de um povo.

De acordo com o grupo, a existência de vários nomes para um mesmo local gera confusão.

O engenheiro-cartógrafo, José Andrade, da Direção-Geral de Ordenamento de Cabo Verde explicou à Rádio ONU como uma simples tradução pode resultar em nomes completamente estranhos à realidade nacional.

“Nós temos uma boa cartografia, por acaso, feita pelos portugueses mas que já se vai desactualizando. Alguns nomes foram traduzidos para português do crioulo. Há um caso interessante: um lugar em Santo Antão que se chama Lin de Guinche foi traduzido para português como Lindo Guincho quando, na realidade, é o ninho do guincho, que é uma ave nativa de Cabo Verde”, explicou.

Para os especialistas, o uso correto do nome de um local gera vantagens econômicas e sociais.

Durante a conferência, serão apresentados um novo manual técnico e uma base de dados mundial com os nomes geográficos.

A reunião de especialistas em cartografia e geografia termina em 31 de agosto.

 

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