A procura da paz no norte do Uganda

30 agosto 2007

O enviado do Secretário-Geral da ONU para o conflito no norte do Uganda, Joaquim Chissano, terminou mais uma série de contactos para promover o diálogo entre o governo ugandês e os rebeldes do chamado Exército de Libertação do Senhor, LRA. Nesta entrevista à Rádio ONU, a chefe da equipa encarregada de assuntos de África Central e Austral do Departamento de Assuntos Políticos da ONU, Valerie de Campos Melo (foto) explica como o processo tem evoluído.

Nesta nova ronda de contactos, o ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, visitou Kampala, capital do Uganda, onde se encontrou com o presidente da República Centro-Africana, Francois Bozizé.

Depois esteve em Juba, no sul da província sudanesa de Darfur, para conversar com representantes do LRA, e concluiu a missão na República Democrática do Congo.

Valerie de Campos Melo explica como o processo tem evoluído.

“O processo de paz, entre o governo do Uganda e o Exército de Resistência do Senhor, está evoluindo - ainda que lentamente -, de maneira positiva. Após as negociações sobre cessação das hostilidades as partes renegociaram, em Maio, um protocolo sobre as causas do conflito e medidas sócio-económicas para resolver essas causas e mais recentemente, no final de Junho, um acordo sobre medidas de reconciliação”, disse.

Campos Melo explicou que o conflito, como vários assuntos nessa região, tem origem em problemas étnicos, ligados à exclusão de uma das etnias – neste caso dos acholes - do norte do Uganda.

 

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