Nações Unidas investigam alegações contra capacetes-azuis na RD Congo

Nações Unidas investigam alegações contra capacetes-azuis na RD Congo

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monuc, informou que está investigando alegações de que um grupo de capacetes-azuis da ONU teria trocado armas por ouro no país.

Em entrevista à Rádio ONU, o chefe da missão da Monuc, William Swing, disse que tudo está sendo apurado.

Swing contou que a Monuc pediu, em 2006, quando soube das alegações, um inquérito completo ao Escritório de Supervisão dos Serviços Internos das Nações Unidas.

Segundo ele, a Monuc não faz comentários até que a investigação seja concluída.

A ONU tem uma política de tolerância zero sobre comportamento antiético por parte de seus funcionários.

O assistente do vice-representante do Secretário-Geral da ONU na República Democrática do Congo, Hélder de Barros, disse à Rádio ONU, de Kinshasa, que a investigação ainda deve durar algumas semanas.

“Não há, portanto, conclusões sobre o inquérito, quer dizer que o processo do inquérito continua. Atendendo à natureza das alegações e também o contexto em que o país se encontrava, é um inquérito que pode levar algum tempo quanto a várias dimensões associadas a esse caso”, disse.

Barros afirma que não é justo que, o que pode ter sido uma atitude errada por parte de alguns membros das forças de paz, destrua o bom trabalho da missão da ONU no Congo, que tem sido reconhecido não só pelo país africano, mas também por toda a comunidade internacional.

“Não são, digamos, alguns indivíduos que vão deitar por terra esse trabalho que é nobre e que é reconhecido, não só pela comunidade internacional, mas sobretudo pela população congolesa. Graças à intervenção das Nações Unidas conseguiu-se de facto restabelecer a paz para este país, e conseguiu-se organizar eleições e fazer que essas eleições resultassem em instituições legítimas para o povo do Congo.

A Monuc afirma que não poupará esforços para disciplinar qualquer soldado, que tenha se comportado de maneira inapropriada à sua condição de força de paz.