Ramos-Horta defende permanência da Missão da ONU no Timor-Leste

Ramos-Horta defende permanência da Missão da ONU no Timor-Leste

O Conselho de Segurança reuniu-se nesta quarta-feira para analisar a situação no Iraque e no Timor-Leste, em discussões separadas.

Os países-membros do conselho aprovaram ainda uma declaração presidencial sobre o Timor-Leste, que concluiu o processo para as primeiras eleições presidenciais desde a independência em 2002.

Antes da declaração do conselho, o novo presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu a permanência da Missão da ONU no Timor-Leste por pelo menos cinco anos.

Ramos-Horta também quer mais participação da Comissão de Consolidação de Paz no Timor.

O presidente do grupo e embaixador de Angola nas Nações Unidas, Ismael Martins, disse à Rádio ONU, que a comissão tem recursos para ajudar a ex-colônia portuguesa.

“São fundos que servem para resolver pequenos problemas mas que são grandes para muitos países. Problema da pobreza, problema da saúde publica, problema das escolas e estes são problemas que podem e devem ser resolvidos em países como Timor-Leste para dar confiança à população, e para que a população possa se envolver com maior engajamento nas grandes tarefas de desenvolver o país. É aí que pensamos que podemos trabalhar”, afirma.

O Timor-Leste, no sudeste da Ásia, foi anexado pela Indonésia na década de 1970, e se tornou independente em 2002 após um referendo da ONU.