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FAO debate impacto de biocombustível sobre produção agrícola

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, reuniu especialistas em sua sede em Roma, na Itália, para um debate sobre o impacto da indústria bioenergética sobre o setor agrícola.

O diretor do Programa Mundial de Projetos da FAO, Roberto Mercado, disse à Rádio ONU, de Roma, que o programa de etanol brasileiro é um bom exemplo de harmonia entre a indústria de bionergia e o setor agrícola.

“O modelo brasileiro, por exemplo, que está produzindo álcool originário da cana-de-açúcar, há alguns anos, com um êxito bastante importante. E, tem muitos países que estão decididos e que estão fazendo enormes investimentos para produzir etanol com base na cana-de-açúcar e em determinados produtos agrícolas como é o caso do milho”, afirmou.

Segundo a FAO, a indústria apresenta riscos e oportunidades. Mercado também comentou o exemplo do etanol gerado do milho.

“Se houver uma demanda excessiva para, notoriamente, falando do caso do milho. O milho vai aumentar de preço no mercado internacional. Conseqüentemente, toda a cadeia produtiva que depende de milho passará a ter um preço superior. Evidentemente, se o preço da matéria ou do produto que os animais consomem sobe, no caso o milho, a carne vai aumentar de preço”, concluiu.

O impacto da indústria de bioenergia sobre o setor agrícola deve ser tema de uma nova reunião da FAO em Roma em sete de maio.