Arte afegã retorna a casa

Arte afegã retorna a casa

Em uma operação solicitada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, cerca de 1,3 mil objetos de arte afegã retornaram a Cabul, capital do Afeganistão.

A operação, organizada pelo Ministério da Informação e da Cultura afegão, foi financiada pelo departamento de Relações Exteriores suíço, pela Comissão Nacional da Suíça na Unesco e pelo Ministério da Defesa da Alemanha, responsável pelo transporte.

“Repatriar esta coleção de arte significa devolver ao Afeganistão parte de sua memória. O país precisa disso para reconstruir sua identidade”, declarou o diretor geral da Unesco, Koïchiro Matsuura.

As peças, que incluem objetos etnográficos e arqueológicos, foram doadas por colecionadores particulares para o Museu Afegão Em Exílio e inventariadas por especialistas voluntários. Dezesseste delas serão apresentadas em uma entrevista coletiva em 17 de março no Museu Nacional de Cabul, que foi restaurado em 2002, graças a fundos vindos, principalmente, de países como por exemplo, Itália, Estados Unidos, Grécia e Japão e sob a coordenação da Unesco. Com transporte da coleção, o museu suíço fechou suas portas.

As ações da organização da ONU de preservação da herança cultural afegã começou na década de 1970, com a campanha internacional para a proteção da cidade de Herat. Atualmente, a Unesco também está trabalhando na conservação do Minareto de Jam, o primeiro monumento afegão inscrito como Patrimônio Mundial.