Conselho de Segurança discute esboço de nova resolução sobre Irã BR

Conselho de Segurança discute esboço de nova resolução sobre Irã

O Conselho de Segurança reuniu-se, nesta quinta-feira, a portas fechadas para discutir o esboço de uma nova resolução sobre o programa nuclear do Irã.

Os embaixadores no conselho devem agora consultar seus governos sobre a votação da resolução.

Antes da reunião, o embaixador aposentado e especialista em desarmamento, Sérgio Duarte, disse à Rádio ONU que a comunidade internacional precisa acreditar que o Irã, país-membro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, cumprirá o mesmo.

Duarte, no entanto, diz que algumas medidas por parte do Irã poderiam ter evitado a formulação de possíveis sanções pelo conselho.

“Por exemplo, deixou de informar à agência (Aiea), durante alguns anos, sobre certos programas que, hoje, estão sendo acusados de serem programas com finalidades bélicas. É preciso também deixar claro que, até o momento, o Irã não violou nenhum dos compromissos do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Então, ele tem todo o direito de produzir energia niuclear com finalidades pacíficas. O que o Irã precisa fazer, na minha opinião, e acho que na opinião da comunidade internacional, é deixar clara esta intenção e desanuviar o ambiente, que está hoje cheio de suspeitas”, disse.

Para o embaixador aposentado, a relação de confiança entre as partes tem que ser restabelecida. Ele citou o caso da Coréia do Norte, que concordou em desativar seu reator atômico como parte de um processo de suspensão do programa nuclear.

“É preciso que a comunidade internacional tenha plena confiança de que o Irã realmente pretende cumprir essa obrigação que assumiu. Essa que é talvez a situação semelhante entres os dois países e a diferença é que a Coréia do Norte se retirou do tratado, há vários anos, e o Irã não. É muito importante que o Irã demonstre para a comunidade internacional a sua intenção de cumprir o compromisso que assumiu no acordo”, afirmou.

Nesta quinta-feira, após uma visita ao Secretário-Geral da ONU, o primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin disse que o Irã tem agora a opção de implementar ou não as medidas. Villepin disse ainda que as eventuais sanções não são contra o povo iraniano.