Conselho de Segurança analisa situação na Guiné-Bissau BR

Conselho de Segurança analisa situação na Guiné-Bissau

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se, nesta quinta-feira, para analisar o relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a situação na Guiné-Bissau, uma ex-colônia portuguesa no oeste da África.

O encarregado de informação da missão da ONU na Guiné-Bissau, Ugnobis, Vladimir Monteiro, falou à Rádio ONU, de Bissau, sobre a crise política no país.

“A situação na Guiné-Bissau continua a ser marcada por uma crise política como conseqüência da assinatura do Pacto de Estabilidade entre os três partidos e posteriormente a aprovação de uma moção de censura contra o governo do atual primeiro-ministro Aristides Gomes pelo parlamento. Esses partidos têm proferido declarações e afirmado que o presidente deveria acatar essa decisão. Estamos assim a esperar que haja algum desenvolvimento”, explicou Monteiro.

O relatório de Ban Ki-moon afirma que as reformas no setor da defesa estão paralisadas. Vladimir Monteiro explica o porquê.

“Os aspectos dessa reforma têm a ver com a saída de alguma parte importante dos militares, mas esse processo ainda não avançou. Devido à falta de suporte financeiros há também alguns atrasos por parte de Guiné-Bissau, que têm a ver em particular com a questão do licenciamento dos militares porque para se fazer essa reforma é preciso saber quantos militares temos e quantos militares teremos afetados pela reforma”, disse.

Ainda na África, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, afirmou que mais de 12 mil pessoas foram obrigadas a fugir de Mogadíscio, capital da Somália, devido a um aumento de confrontos.

Segundo o Acnur, 24 pessoas morreram em choques entre forças do governo e rebeldes da União dos Tribunais Islâmicos.

O Acnur afirmou que cerca de 57 mil pessoas tiveram que fugir de suas casas desde o agravamento da violência em fevereiro.