Xanana Gusmão: "Não sou candidato"

Xanana Gusmão: "Não sou candidato"

O presidente do Timor-Leste Xanana Gusmão afirmou que não é candidato nas eleições de maio. Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, ele diz que seu preferido para ocupar a presidência é o amigo e atual premiê, José Ramos Horta. Gusmão esteve nos Estados Unidos para receber um doutorado honoris causa pela Academia de Esportes do país.

“Não, não sou. No meu regresso, devo anunciar a data da eleição para presidente. A ONU tem um importante papel, tem ido para lá uma equipe independente que tem vindo tentar apoiar não só o governo a ver a melhor forma de assegurarmos que as eleições, este ano, por serem as primeiras a acontecer depois do dia 20 de maio de 2002, sejam as mais transparentes”, afirmou.

O Timor-Leste atravessou uma onda de violência entre abril e junho de 2006, que causou a morte de pelo menos 37 pessoas e deixou 155 mil refugiadas.

Muitos casos de violência, atualmente, são atribuídos a lutadores de artes marciais.

Para Xanana Gusmão, o Timor-Leste terá que criar legislações sobre a prática da arte marcial. Segundo a polícia timorense grupos rivais de artes marciais estariam por trás de vários incidentes violentos em Díli, capital do Timor-Leste.

“É um problema que vem desde uma longa data. Eu creio que o governo terá de fazer uma nova lei sobre artes marciais e isto tenho enfocado desde 2003, quando nos encontramos com estas artes marciais, logo no início. Hoje, já é um pouco tarde porque o ambiente agora é mais politizado do que anteriormente, mas não é tarde para se fazer uma regulamentação sobre as suas atividades”, disse.

Segundo a agência portuguesa de notícias, Lusa, dois policiais morreram no domingo, 21, após confrontos num bairro da capital timorense.

O presidente timorense disse que a missão da ONU no Timor-Leste tem ajudado a corrigir alguns erros cometidos pelo governo e que levaram à onda de violência em 2006.

Uma ex-colônia portuguesa no sudeste da Ásia, o Timor-Leste fo anexado pela Indonésia em meados da década de 1970 e se tornou independente após um referendo da ONU em 2002.

Nações Unidas em Ação

Apresentação: Monica Valeria Grayley

Produção: Sandra Guy, Kacy Lin e Alan Spector

Direção Técnica: Carlos Macias