Holocausto: Relato de um Sobrevivente

Holocausto: Relato de um Sobrevivente

As Nações Unidas realizam a partir de 29 de janeiro em sua sede em Nova York uma série de eventos para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a matança de 6 milhões de judeus e outras minorias pelo nazismo. O repórter Alan Spector conversou com o sobrevivente do Holocausto, Aleksander Laks.

Na tarde de 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram Auschwitz, o maior complexo de campos de concentração e extermínio construído pelo regime nazista. Em suas câmaras de gás e fornos crematórios, foram assassinadas, aproximadamente, 1,3 milhão de pessoas, das quais cerca de 1 milhão eram judias. Segundo historiadores, suas cinzas eram utilizadas para fertilizar o solo. Ao entrar nos campos, os soldados encontraram 7,6 mil prisioneiros doentes e famintos e enormes pilhas de roupas, sapatos e restos mortais, além de 800 toneladas de cabelo humano, que serviam para enchimento de travesseiros.

A data da libertação de Auschwitz foi escolhida pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional para Comemoração da Memória das Vítimas do Holocausto.

A resolução, aprovada em 2005, rejeita qualquer questionamento do Holocausto como evento histórico e enfatiza o dever dos Estados-membros de desenvolver programas para educar as futuras gerações sobre os horrores do nazismo.

O Departamento de Informação Pública da ONU realiza uma série de eventos sob o tema "Da Recordação ao Futuro". O objetivo é lembrar o sofrimento das vítimas para prevenir que atrocidades como as cometidas pelo regime de Hitler voltem a ocorrer.

A palavra holocausto - que, originalmente, significa "sacrificio divino" - hoje, se refere à perseguição, discriminação e assassinato em massa de, aproximadamente, 6 milhões de judeus e de pelo menos 1,5 milhão de pessoas de outras minorias, como por exemplo, negros, Roma e Cinti ou ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência.

Historiadores relatam que o plano de Adolf Hitler era exterminar os judeus por considerá-los uma raça inferir à ariana, que representava grande parte dos alemães.

Durante o tempo em que Hitler esteve no poder entre 1933 e 1945, foram construídos vários campos de concentração e extermínio. Um dos sobreviventes desses campos é o sr. Aleksander Laks com quem eu conversei para a Rádio ONU.

Segundo analistas, um dos maiores desafios atuais é a preservação da memória do Holocausto para as próximas gerações que não poderão ter o contato direto com os sobreviventes.