Annan destaca crise no Sudão em última entrevista coletiva BR

Annan destaca crise no Sudão em última entrevista coletiva

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan (foto), concedeu sua última entrevista a jornalistas credenciados junto às Nações Unidas antes de deixar o cargo em 31 de dezembro. No início da entrevista, Annan falou da crise em Darfur, no Sudão.

O país, do leste da África, vive desde 2003, um conflito entre grupos rebeldes, milícias e tropas do governo. Estima-se que 200 mil pessoas já morreram, mas o governo sudanês afirma que o número de vítimas é muito menor.

O Secretário-Geral também respondeu perguntas sobre a questão israelense-palestina, o conflito no Líbano, programas nucleares, escândalos políticos como por exemplo, o “programa Petróleo por Comida” e outros momentos que marcaram seus 10 anos de mandato.

Vários correspondentes destacaram alguns sucessos obtidos por Annan à frente da organização. Entre os momentos mais difíceis o Secretário-Geral lembrou o atentado à sede da ONU em Bagdá em 19 de agosto de 2003, que matou 22 pessoas, entre elas, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

Annan abriu o encontro com os jornalistas anunciando que o governo da Espanha prometeu doar US$ 700 milhões, para investimentos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Segundo o Secretário-Geral é a maior contribuição de um país feita especificamente para as Metas do Milênio.