Missão da ONU no Haiti investigará alegações de abuso sexual
BR

30 novembro 2006

A Missão de Estabilização da ONU no Haiti, Minustah, informou que investigará alegações de abusos sexuais, que teriam sido cometidos por tropas de paz no país, segundo uma reportagem da rede de comunicação britânica, BBC.

“Quanto às alegações feitas pela BBC segundo as quais as meninas recebem comida, alimentação em troca de serviços sexuais, quando a BBC falou conosco sobre isso, algumas semanas atrás, nós pedimos imediatamente os contatos que eles tiveram com as meninas para permitir aos nossos investigadores começar já um inquérito. Mas a BBC só mandou isso para nós hoje. Portanto nós vamos, imediatamente, investigar mas já poderíamos ter feito isso algumas semanas atrás se a BBC tivesse mandado essas informações como pedimos”, afirma Wimhurst.

Ainda segundo a reportagem da BBC, haveria casos de abuso sexual também na Libéria. A missão da ONU no país informou que as alegações estão sendo analisadas seriamente.

O porta-voz de Kofi Annan, Stephane Dujarric, disse que a ONU tem dobrado os esforços nos últimos dois anos para combater o problema, e que a organização também conta com os países doadores de tropas para disciplinar os militares envolvidos nas alegações.

Dujarric disse ainda que a ONU está organizando um evento para combater abusos sexuais, e que o encontro será aberto pelo Secretário-Geral Kofi Annan.

A ONU exerce uma política de tolerância zero contra casos de abuso sexual por parte de suas tropas. Uma mensagem que foi reiterada pessoalmente pelo próprio Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, durante sua visita oficial ao Haiti em agosto.

As tropas de paz da ONU no Haiti, com mais de 6 mil homens, são comandadas pelo Brasil.

 

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