FAO diz que o mundo tem mais de 820 milhões de pessoas subalimentadas

30 outubro 2006

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) denuncia que actualmente existem mais de 820 milhões de pessoas subalimentadas, um número claramente maior do que se registava há 10 anos atrás.

Jacques Diouf disse que entre os países em desenvolvimento o grande desafio vai para a África sub-saariana. Diouf acrescentou que as projecções da FAO indicam que a prevalência da fome na região irá decair em 2015, mas o número de pessoas que passam fome está muito acima dos índices de 1990/1992.

Segundo a FAO, na África sub-saariana, o número de pessoas subalimentadas passou de 169 milhões em 1990/92 para mais de 206 milhões em 2001 /2003.

Na África central a calamidade atinge 56% da população, quando era 36% em 1990-1992.

A informação foi apresentada na 32ª sessão do comité de segurança alimentar mundial da FAO, a decorrer em Roma desde esta segunda-feira até sábado.

O relatório da FAO afirmou que na África subsaariana, o SIDA, as guerras e as catástrofes naturais "obstruíram as medidas tomadas para lutar contra a fome", nomeadamente no Burundi, na Eritreia, na Libéria, na Serra Leoa e na República Democrática do Congo.

Para alterar a situação da fome no mundo, a FAO insiste na necessidade de investimentos maciços na agricultura, em particular nas zonas rurais.

 

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