Fórum de Governança da Internet debate segurança e acesso à rede
BR

31 outubro 2006

Cerca de 1,2 mil pessoas estão reunidas em Atenas, na Grécia, para participar do Fórum de Governança da Internet, FGI.

O assessor da diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações, José Bicalho, disse à Rádio ONU, de Atenas, que a reunião pretende formular políticas universais de regulamentação.

“Existem uma série de assuntos, por exemplo, relacionados à segurança, mensagens não-solicitadas (spam), nomes de domínio, que precisam de uma abordagem global, que seja feita não em nível nacional. Então a idéia do GF era de, primeiro, criar espaço para conversar e discutir esses assuntos que são de políticas públicas globais. Não adianta tentar tratá-los só em nível nacional. Então, você precisa de um tratamento internacional para isso, e uma forma de trazer para essa discussão também os países em desenvolvimento”, disse Bicalho.

Segundo Bicalho, ao contrário do que se afirma em vários fóruns sobre internet, o Brasil não é o campeão em número de hackers e fraudes virtuais.

“Isso é um mito que se criou. Na verdade os países desenvolvidos têm uma produção desse tipo de iniciativa ruim de ataque à internet muito maior do que existe no Brasil. O que acontece é que alguns ‘hackers’ brasileiros, ou pessoas envolvidas nesse assunto se tornaram famosos especialistas nesse tipo de tema. Mas isso não é verdade. O número de ataques hoje vêm muito mais dos países desenvolvidos e a geração de ‘spam’, por exemplo, também vem de países desenvolvidos”, afirmou.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, também está participando do evento com debates sobre liberdade de expressão na rede. O Fórum de Governança da Internet termina nesta quinta-feira, em Atenas.

 

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