Egeland diz que situação humanitária é catastrófica no Líbano e Darfur

10 agosto 2006

O Sub-Secretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários descreveu a situação humanitária no Líbano como catastrófica. Jan Egeland (foto) disse que a crise libanesa estava a desviar as atenções internacionais do Darfur onde se registou um aumento de 100 por cento no nível de violência.

Mas a conferência de imprensa do Sub-Secretário Geral da ONU para Assuntos Humanitários foi dominada pela crise no Líbano. Egeland descreveu este país como um dos piores lugares do mundo no que diz respeito ao acesso humanitário, afirmando que Israel e o Hezbollah podiam mudar esta situação “num abrir e fechar de olhos”.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) também pediu aos dois lados para permitirem e facilitarem a chegada de assistência às vítimas do conflito. Com os stocks de comida, água potável e gasolina a atingirem níveis perigosamente baixos, o PAM pediu uma cessação das hostilidades para abir caminho para a ajuda humanitária.

Tomas Kuesters, responsável pela operação de logística da organização no Libano, descreveu a situação humanitária como dramática.

“A situação está a ficar mais dramática todos os dias. Por exemplo, há quatro dias que não conseguimos chegar a Tyre, uma cidade no sul do país onde existe uma grande afluência de pessoas deslocadas que não conseguimos abastecer. Podemos dizer que desde o início da guerra muita pouca mercadoria entra neste país. É verdade que há um pequeno tráfico de contrabando, mas a navegação marítima comercial parou e as rotas normais de importação já não existem porque os eixos de comunicação foram bombardeados. A situação está a ficar cada vez mais difícil. O grande receio que temos para os próximos dias é a disponibilidade de petróleo.”

 

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