Annan descreve eleições como marco na história da RDC
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan (foto), disse que as eleições presidenciais e legislativas na República Democrática do Congo (RDC) constituiam um marco histórico no desenvolvimento pacífico do país, devastado por quase cinco anos de guerra civil.
Segundo o anúncio feito na noite de domingo pela Comissão Eleitoral Independente, uma segunda volta terá de ser disputada no dia 29 de Outubro entre o presidente cessante, Joseph Kabila e o seu vice-presidente, o antigo líder rebelde, Jean-Pierre Bemba.
Pelo menos três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas num tiroteio entre apoiantes dos dois candidatos na capital, Kinshasa.
Dada a violência que acompanhou o anúncio dos resultados, perguntei a Hélder de Barros da missão da ONU no país (MONUC) se as Nações Unidas não estavam preocupadas com o facto da segunda volta do escrutíneo só ter lugar a 29 de Outubro.
“Os resultados provisórios foram anunciados ontem e os resultados definitivos só serão anunciados daqui a algumas semanas pelo Supremo Tribunal de Justiça. Portanto, existe todo um processo que tem de ser respeitado de acordo com a lei. Além disso, a segunda volta das eleições terá lugar em simultâneo com as eleições provinciais. Existe também a questão da emissão dos boletins de voto para a segunda volta das presidenciais. Até ao anúncio dos resultados provisórios não se conheciam os candidatos apurados para a segunda volta. Portanto é um prazo que está dentro da lei”