Bissau livre de minas

25 agosto 2006

Seis anos depois do início dos trabalhos de desminagem na Guiné-Bissau, a cidade-capital Bissau foi oficialmente declarada livre de minas.

A Humaid iniciou a desminagem em 2000, logo após o conflito político-militar, e a Lutcam juntou-se-lhes em 2003, data em que foi criada, acelerando os esforços de desminagem.

A acção destas duas organizações tem sido coordenada pelo Centro Nacional de Acção Anti-Minas (CAAMI) e conta com o apoio do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

Tammy Hall, conselheira técnica do PNUD para a área de desminagem, explicou ao “África no ONU” as razões porque as minas afectavam o dia-a-dia da população de Bissau.

“Havia minas perto das casas das pessoas, havia minas nos cultivos, dentro das hortas de caju. Na cidade de Bissau, muitos bairros faziam parte da linha da frente durante a guerra político-militar de 98/99. A questão das minas afectou muitos lugares dentro da cidade capital, particularmente nos bairros de Enterramento e Plaque. Afectou áreas residenciais onde as crianças brincavam, as pessoas íam aos hospitais, e os alunos íam às escolas”.

Com Bissau livre de minas, a CAAMI quer agora acabar com o problema das minas em todo o território nacional.

“Se os doadores internacionais e o sistema das Nações Unidas nos continuarem a apoiar, podemos atingir a nossa meta de libertar a Guiné-Bissau de minas em 2009. Mas ainda há um longo caminho a percorrer” disse César de Carvalho, coordenador da CAAMI, ao porgrama “África na ONU”.

 

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