Violência no Líbano tem que acabar, diz Annan ao Conselho de Segurança
BR

20 julho 2006

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, disse ao Conselho de Segurança que é preciso pôr fim à violência no Líbano e no norte de Israel. Annan disse ainda que não recomenda a renovação do mandato da missão da ONU no país, Finul, por causa da escalada do conflito.

Annan criticou ainda o ataque do Hisbolá aos soldados de Israel e disse que o uso excessivo de força tem que ser condenado.

O embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, criticou o discurso de Kofi Annan, que segundo ele não teria mencionado sequer uma vez a palavra terrorismo. Gillerman também afirmou que Israel se retirou do Líbano há seis anos e não tinha nenhum interesse em atacar o país.

As tropas de Israel estão bombardeando o Líbano há mais de uma semana. A ofensiva é uma resposta ao seqüestro de dois soldados israelenses pelo grupo islâmico libanês Hisbolá.

Os combates já mataram mais de 300 pessoas e deixaram 600 feridas.

A professora brasileira e libanesa Nasra Seisi que vive no Vale do Bekaa, perto da fronteira com a Síria, disse que o consulado brasileiro está com dificuldades para evacuar as pessoas.

“A gente ligou para o consulado, e eles falaram que viriam nos pegar e depois desistiram. Aí tivemos que ir aqui para a Jordânia, foi tudo por conta própria porque se for esperar pelo consulado para vir nos pegar, ninguém vem. Então acabou saindo todo mundo. Eles alugaram um táxi por conta própria que os levou para Jordânia ou para a Síria”, disse Seisi.

Seisi explicou o sentimento dela e dos vizinhos por causa da ofensiva.

“Todo mundo está com medo. É uma incerteza danada. Você olha a televisão e chora muito porque acabaram com o nosso país numa semana. Acabaram com a realidade, com os sonhos da gente, os sonhos das crianças. Qualquer coisa que se estava pensando em fazer, parece que parou no tempo, entendeu? Parece que se está assisitindo a um filme de terror na televisão. Parece que você vai acordar no dia seguinte e vão falar que é um filme, mas na realidade não é”, explicou.

Nesta quinta-feira, soldados israelenses entraram em choques com militantes do Hisbolá dentro da fronteira libanesa. O governo de Israel informou que militantes do Hisbolá estão lançando foguetes e morteiros contra cidades no norte do país.

As agências de assistência da ONU como o Acnur e o Unicef estão atuando no Líbano para socorrer os refugiados e as crianças do conflito. Segundo a ONU mais de 500 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

 

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