Conferência em Roma termina sem acordo sobre cessar-fogo no Líbano
BR

26 julho 2006

Uma conferência internacional para debater propostas de solução do conflito entre Líbano e Israel terminou nesta quarta-feira em Roma sem acordo sobre um cessar-fogo na região.

Annan lembrou que pediu ao Conselho de Segurança, na semana passada, que considere uma ação urgente para implementar o que ele chamou de fim das hostilidades. O Secretário-Geral disse que é importante criar as condições para que forças internacionais possam ser despachadas para a região.

Pelo menos 380 libaneses já morreram nos bombardeios de Israel ao Líbano, que começaram no último dia 12.

Israel afirma que a ofensiva é uma resposta ao seqüestro de dois soldados do país pelo grupo militante islâmico Hezbollah. O movimento quer trocar os soldados por prisioneiros libaneses.

Do lado israelense, pelo menos 40 pessoas já morreram com os foguetes lançados pelo Hezbollah às cidades do norte de Israel.

A administradora Silvia Nudelman, moradora da cidade de Naharya, no norte do país, disse que está praticamente vivendo num abrigo antiaéreo por causa dos mísseis contra Israel.

“Eu fico no bunker o máximo de tempo que posso porque o bunker que estou é no meu prédio, então eu subo o mínimo possível. Como hoje está um pouco mais tranqüilo aqui, estou em casa, mas em geral eu durmo no bunker e fico direto lá. No meio do bombardeio você não pode sair correndo, tem que esperar. No lado da minha casa tem um lugar que tem três paredes e eu fico lá para me proteger”, contou Nudelman.

Na terça-feira, um ataque israelense matou pelo menos três observadores da ONU, e um quarto funcionário pode ter morrido segundo a Finul, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

Kofi Annan divulgou uma nota dizendo que estava profundamente chocado com o que ele disse se tratar de um “ataque realizado aparentemente de forma deliberada”. A nota foi criticada pelo embaixador de Israel, Dan Gillerman. Nesta quarta-feira, em Roma, Kofi Anann disse que a palavra “aparentemente” não deve ser retirada do contexto.

Annan disse que falou ao telefone com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, sobre o ataque, e que o premiê acredita que o bombardeio ao posto da ONU foi por engano. Annan diz que aceita a declaração do premiê, e sugeriu que seja realizada uma investigação conjunta sobre as causas do ataque.

As agências da ONU de ajuda humanitária continuam distribuindo alimentos, medicamentos e abrigos para as vítimas do conflito.

 

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