UN Habitat nomeia ex-presidente Chissano embaixador junto dos jovens

19 junho 2006

O Programa das Nações Unidas para a Habitação (UN-Habitat) designou o antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano (foto), como o seu embaixador junto dos jovens, em particular da África.

A nomeação do antigo estadista ocorreu na abertura do III Fórum Mundial Urbano, segunda-feira, em Vancouver, Canadá, onde cerca de seis mil pessoas, entre autoridades, representantes de agências financiadoras, de ONG’s e especialistas em áreas urbanas de 160 países, debatem, durante a semana, os principais problemas das cidades tais como o crescimento urbano, meio ambiente, parcerias, finanças públicas e inclusão social.

Segundo o relatório do UN-Habitat, o crescimento urbano na África sub-saariana, acompanha-se sempre de um aumento de bairros degradados ou guettos.

Uma das causas se deve ao abandono das zonas rurais pelas populações, como explica José Rankfrank, administrador municipal de Kilambacaxe, um dos nove municípios de Luanda.

“No calor da guerra, inúmeras populações se viram obrigadas a abandonar as suas localidades para se instalarem nos arredores de Luanda, já que oferecia melhores condições de segurança. E humanamente, não havia possibilidades técnicas para poder organizar e orientar as pessoas. Por isso, a maior parte desses bairros cresceram de forma desordenada”, sustentou.

Os problemas dos bairros degradados em Luanda prendem-se com o saneamento e as infra-estruturas sociais.

“Temos dificuldades não só para implementar o sistema de recolha de resíduos sólidos como também a forma como as pessoas construíram as suas casas sem latrinas nem casas de banho, o que põe em perigo a sanidade pública do meio. Por outro lado, dado a construção anárquica desses bairros, as pessoas não previram a construção de infra-estruturas sociais como hospitais e escolas”, disse Rankfrank.

Segundo Rankfrank, Kilambacaxe já iniciou um programa de realojamento das populações que vivem em condições mais perigosas.

“Já há programas para acudir numa primeira fase as populações que estão em áreas de maior risco como em barrocas, ao longo das grandes valas de drenagem. Neste momento, o nosso município está a retirar as populações que residem numa vala de drenagem a fim de realojá-las em casas construídas pelo governo”, concluiu o dirigente municipal.

 

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