África tem três acordos no quadro do programa da ONU sobre armas ligeiras

26 junho 2006

O Programa de Acção das Nações Unidas sobre o comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno calibre, adoptado em 2001, contribuiu para a elaboração de três acordos regionais em África, um dos continentes mais afectados por este tipo de armas, segundo a ONU.

O comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno calibre está no centro de uma conferência que decorre até 7 de Julho em Nova Iorque e se destina a examinar os progressos realizados no quadro do Programa de Acção da ONU, discutir a cooperação e actividades futuras e avaliar os desafios a enfrentar.

Cerca de dois mil representantes de governos, de organizações internacionais e regionais e da sociedade civil participam nesse encontro, entre eles o ministro do Interior de Moçambique, José Pacheco, e o ministro da Justiça de Angola, Manuel da Costa Aragão.

O governante angolano evocou as suas expectativas em relação à conferência à Rádio ONU.

"É uma conferência de avaliação com vista a rever o que foi acordado em 2001. É um esforço das nações no sentido de reduzir este grande mal que é a proliferação das armas ligeiras que estão em mãos indevidas", resumiu.

Segundo as palavras de Aragão, o problema afecta Angola devido ao recente conflito armado mas as autoridades estão a actuar.

"Saimos de uma guerra há quatro anos e assiste-se ainda a vestígios do conflito. Há paióis que estão a ser descobertos com a ajuda da população, há armas que estão a ser apreendidas e nós, diariamente, temos estado a fazer esforços para apreender essas armas em mãos de indivíduos ilegais", referiu o governante.

 

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