Kofi Annan defende sensibilização sobre consumo de droga

26 junho 2006

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, defende um trabalho em prol de uma educação melhor e de uma maior sensibilização das pessoas assim como um maior envolvimento dos jovens para prevenir o abuso de drogas.

O Secretário-Geral precisou que as mensagens devem mostrar claramente que o consumo de droga causa problemas de saúde e mentais, e que afecta tanto o consumidor como as pessoas com quem eles convivem.

Para Annan, os esforços devem concentrar-se sobretudo nos jovens, através de oportunidades como o desporto para os manter activos, saudáveis e seguros de si.

O Relatório Mundial das Drogas 2006, lançado segunda-feira, indica que no mundo inteiro, 200 milhões de pessoas, ou seja 5% da população entre 15 e 64 anos, usam drogas ilícias pelo menos uma vez por ano, com destaque para o cannabis.

Em Cabo Verde, o programa de combate à droga tem uma vertente preventiva que contempla os consumidores e as suas famílias, segundo Cristina Andrade, coordenadora do comité cabo-verdiano de combate à droga.

“Em Outubro de 2005 conseguimos implementar um programa de tratamento integrado para a reinserção social. Neste momento, temos uma resposta em termos de tratamento que responde às necessidades dos jovens cabo-verdianos com problemas. Também as suas famílias estão a ser acompanhadas. Constatamos que a nível da prevenção, os cabo-verdianos estão cada vez mais sensíveis ao problema da droga”, disse.

Andrade lembra igualmente o lado repressivo do programa de combate contra a droga em Cabo Verde.

“Iniciamos a execução no começo deste ano em termos de reforço das forças repressivas da luta contra o tráfico de droga e actividade conexa. Estamos agora a implementá-lo e a monitorizá-lo. É um trabalho muito importante porque vai responder às necessidades básicas das forças policiais para uma luta cada vez mais firme e eficaz. Este programa contempla igualmente um reforço em termos de condições de laboratório da polícia judiciária que tem um papel fundamental na investigação criminal”, concluiu a coordenadora do comité cabo-verdiano de combate à droga.

 

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