África cada vez mais na rota da droga, segundo Onudc

27 junho 2006

A África é cada mais procurada pelos cartéis da droga como rota no tráfico de estupefacientes para a Europa, indica o relatório do Escritório das Nações Unidas contra a Droga (Onudc) publicado terça-feira em Nairobi.

A escolha da África como ponto de trânsito se deve à sua situação geográfica, entre a América do Sul e a Europa, e aos fracos meios técnicos e humanos.

Esta é a opinião de Elisaldo de Araújo, da Junta Internacional de Fiscalização de Narcóticos (Jife), organismo parceiro das Nações Unidas no combate ao tráfico de droga.

“A cocaina é produzida na América do Sul, mais para o lado da costa do Pacífico. Para fazer chegar isso através de uma outra rota, seria extremamente difícil. Teria que dar a volta ao mundo ou então subir, passando pela América Central e Estados Unidos e depois cruzar o Atlântico.

A mais curta é rota que parte da América do Sul para a África e depois a Europa. Além do mais, combina com a fraqueza institucional dos países africanos e até latino-americanos”, explicou Araújo.

O reforço das capacidades policiais dos países da África confrontados com o tráfico da droga consta das intervenções da ONU, como por exemplo na Guiné-Bissau.

Segundo o representante-adjunto do PNUD em Bissau, Kjetil Hansen, está em curso um programa de apoio e organização da polícia local.

“No quadro do sistema das Nações Unidas, o conselheiro para questões policiais junto da Missão da ONU na Guiné-Bissau (Unogbis) está a apoiar o governo para ver como se pode organizar a polícia a fim de enfrentar este problema.

Mas a estratégia de luta ainda não está pronta. Ela vai fazer parte da estratégia de reforma do sector de segurança”, referiu o representante-adjunto do PNUD.

 

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