ONU, UA e WWF apostam na pesca para combater pobreza em África

17 maio 2006

O sector da pesca em África vai beneficiar de um investimento total de 240 milhões de dólares nos próximos 10 anos no quadro de uma parceria mundial para a defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.

Segundo a FAO, o fundo será utilizado na melhoria das condições de vida das comunidades piscatórias, através da promoção de uma pesca sustentável para proteger as áreas marinhas.

Dados da organização indicam que o peixe constitui um contributo importante para a segurança alimentar de 200 milhões de africanos, uma fonte de rendimento para mais de dez milhões de pessoas e uma fonte de receita para os Estados, com exportações estimadas em 2,7 mil milhões de dólares.

No entanto, a pobreza caracteriza a maioria das comunidades piscatórias, conforme explica a directora-geral das Pescas de Cabo Verde, Idelmira de Carvalho.

"Geralmente, as comunidades piscatórias são, um pouco por todo o mundo, comunidades carentes com muitos problemas não só em termos de condições de vida como de extrêma dependência do mar. Além disso, a sobre-exploração das zonas de pesca acaba por ter um impacto sobre o meio ambiente", explicou.

Para melhorar a situação deste grupo em Cabo Verde, Carvalho precisa que as autoridades têm já algumas propostas.

"Vamos procurar pôr em prática um estudo da FAO que sugere outras alternativas para as comunidades piscatórias, nomeadamente o turismo. Estamos seriamente apostados no desenvolvimento da pesca artesanal com a criação de infra-estruturas para a conservação dos produtos da pesca, a promoção de associações de pescadores e a melhoria da segurança", concluiu a directora-geral das Pescas de Cabo Verde.

 

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