Moçambique é o Palop mais atingido pela Sida

31 maio 2006

Moçambique, que participa esta semana numa conferência internacional sobre a Sida na sede da ONU, em Nova Iorque, tem o maior número de infectados com o vírus HIV entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop).

Face a este drama, o trabalho dos activistas moçambicanos é permanente, segundo Jeremias Mendes, o jovem coordenador do programa Geração Bis.

“É acordar todos os dias e saber que tenho que estar pronto para mais uma batalha. Isto quer dizer que temos que ser activistas em todos os lugares, a toda a hora e falar sobre isso na rua, nas escolas, nos hospitais, etc. Pessoalmente, fico muito feliz quando na minha rua, no meu bairro, as pessoas apontam para mim e dizem: aquele jovem é um activista. Isso significa que eles já reconhecem que existe uma abertura e que estou comprometido com a comunidade e que a qualquer altura eles podem vir ter comigo, fazer-me perguntas e posso ajudar. Sinceramente, não há coisa melhor”, explicou Mendes.

O relatório da ONU aponta ainda os casos de Angola e Guiné-Bissau mas não traz dados sobre Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Em 2005, Angola registou 320 mil pessoas infectadas com o HIV, numa população de mais de 15 milhões de habitantes.

Já na Guiné-Bissau, foram registados em 2005, 32 mil doentes e 2.700 mortes relacionadas com a doença.

 

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