Sobe número de casos de câncer de tireóide em Tchernobil, diz OMS
BR

18 abril 2006

A Organização Mundial da Saúde lançou um estudo sobre o aumento de número de casos de câncer de tireóide em vítimas do acidente nuclear de Tchernobil.

Uma representante da agência da ONU em Genebra, Anna Nelson, disse que apesar do número de casos aumentar, as doações estão diminuindo.

Nelson disse que as doações que permitem o acompanhamento médico de muitas vítimas e exames para monitorar o estado dos pacientes estão baixando apesar de vários estudos mostrarem que os casos de câncer de tireóide se multiplicaram.

O especialista em assuntos nucleares do Greenpeace em São Paulo, Guilherme Leonardi, disse que falta também um maior monitoramento de todas as pessoas afetadas pelo acidente.

“Não existe um monitoramento adequado de todo este grupo populacional que foi atingido, este é um outro ponto que o Greenpeace está questionando. É a falta de monitoramento das conseqüências do acidente que exigiria um esforço internacional na região, uma vez que ainda diversas gerações de vítimas estão por vir com diversos tipos de enfermidades. Não há sequer um monitoramento adequado desse grupo populacional e que precisaria de um esforço maior para dar atenção, enfim os cuidados que seriam exigidos. Mas sequer há informação disponível sobre as dimensões reais do acidente”, disse o especialista.

Segundo o relatório da OMS, cerca de 116 mil pessoas foram evacuadas. E mais de 230 mil deixaram as regiões contaminadas nos anos posteriores ao desastre.

Os 20 anos do acidente nuclear de Tchernobil serão marcados em 26 de abril.

 

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