Maria Angela de Jesus aposta em conteúdo e interação na TV pública
Nova presidente da Fundação Padre Anchieta, à frente da TV Cultura e das emissoras de rádio do grupo, fala ao Podcast ONU News sobre planos de crescimento e desenvolvimento de conteúdo de educação, cultura e informação de cidadãos; executiva e ex-Netflix, ela é a primeira mulher a liderar a Fundação em quase 60 anos.
Em um mundo de comunicação e broadcasting cada vez mais fragmentado e digitalizado, uma mulher e executiva da área está apostando na harmonização das mídias tradicionais com as plataformas digitais, de streaming e interativas para encontrar a receita de sucesso e de futuro.
A missão é de Maria Angela de Jesus, presidente da Fundação Padre Anchieta, e chefe da TV Cultura e das Rádios Cultura.
Oportunidades e curiosidade
Ex-produtora e chefe de conteúdos de plataformas de streaming e canais internacionais como HBO, Netflix e Paramount, Maria Angela de Jesus acredita em um grande diálogo e sinergia entre jornalistas, criadores e desenvolvedores de conteúdo.
Abraçando cada oportunidade de carreira com curiosidade e trabalho incansável, ela cresceu de um posto de rádio-escuta em sua cidade natal, Campinas, até o mais alto escalão de uma emissora de TV pública, no Brasil.
Acompanhe a conversa de Maria Angela de Jesus com Monica Grayley nesta edição do Podcast ONU News.
ONU News: Olá, como vai? Bem-vindos ao Podcast ONU News! Eu sou Mônica Grayley. A nossa convidada hoje é Maria Angela de Jesus. Ela é a nova presidente da Fundação Padre Anchieta. Está à frente da TV Cultura e das emissoras de rádio desse grupo e fala conosco direto de São Paulo. Tudo bem? Maria Angela? Bem-vinda!
Maria Angela de Jesus: Obrigada, Mônica. É um prazer estar aqui com você no Podcast. E é isso. Assumi a TV Cultura, ano passado. Tenho um ano e dois meses de gestão. E estamos aqui nesse grande trabalho, mas que é extremamente gratificante. E é uma alegria poder olhar para a comunicação pública com um novo pensamento, olhando para o futuro, pensando no nosso legado, mas já olhando lá para frente.
ON: É uma alegria receber você aqui. Acho que ainda gente pode dizer parabéns por esse novo posto, não é verdade? Maria Angela, o que é a missão da TV Cultura, principalmente nesse mundo moderno hoje do jornalismo e do broadcasting?
MAJ: Pois é, eu acho que é tão importante falar sobre isso dentro da comunicação pública. A comunicação pública vem, sim, atravessando uma crise grande, não só no Brasil como no mundo. Nós vemos todas as questões, impactos e até mesmo ataques à France Television, a BBC, a PBS que tem sofrido cortes pesados, a NPR nos Estados Unidos. Ou seja, a comunicação pública enfrenta esse momento difícil. E eu acho que é justamente nesses momentos que nós temos que olhar para a nossa missão. Qual é a missão da comunicação pública? É o acesso à informação, é levar o bom conteúdo para regiões que, muitas vezes, não têm esse acesso. É pensar na cidadania, é pensar em questões tão importantes nesse momento e relevantes. É o cuidado com o que colocamos no ar, é o cuidado com a boa informação. A gente faz um trabalho grande aqui, interno, inclusive de conscientização. Campanhas de conscientização contra violência à mulher, programas e campanhas sobre fake news que a gente sabe que é um tema extremamente, principalmente nesse momento, muito relevante. Nós estamos agora, nesse momento, iniciando, aqui, o nosso período eleitoral. Isso sim faz parte da comunicação pública, trazer a boa discussão, jogar luz a temas que muitas vezes não têm espaço na TV, numa TV aberta, comercial. Eu acho que a TV pública ela ocupa esse espaço. A TV Cultura tem uma tradição nisso, tem um legado, uma história que comprova tudo isso. É o acesso, sim, volto a dizer, à informação. É um acesso democrático, é um acesso a discussões sobre diversidade, sobre inclusão, porque é isso que compõe aqui o nosso trabalho. É olhar para os conteúdos educativos, com um olhar também de inovação. Não é só olhar para o passado, mas é pensar no educativo, nos dias de hoje, como a gente trabalha, esses conteúdos.
ON: E que faz a diferença, não é verdade, Maria Angela? Você tocou num ponto importante que é essa questão da desinformação, das notícias falsas. Como é que a TV Cultura, e você agora, nesse posto, têm aconselhado ou orientado o público, mas também os jornalistas, o pessoal da casa, a enfrentar o que a gente chama desse exército de fake News?
MAJ: Exato. E nós somos muito, frequentemente, atacados com essas questões. Tivemos um caso, acho que há, menos de um mês, onde o Roda Viva. As imagens do Roda Viva estavam sendo deturpadas e alteradas por Inteligência Artificial, trazendo situações que não ocorreram. Como se os nossos apresentadores, o nosso apresentador, agora o Ernesto Paglia, que está à frente do programa, quanto a nossa apresentadora anterior, que era Vera Magalhães, como se estivessem brigando e discutindo com convidados... Isso nunca aconteceu. Aliás, isso é um ponto fundamental para qualquer comunicação, qualquer programa de informação, de comunicação, de entrevistas. E dentro da TV Cultura, isso é tratado de uma forma muito séria. Tivemos sim que fazer comunicados explicando que era uso indevido de imagens Era uso indevido da nossa marca, da marca Roda Viva. A gente entende que é por conta da credibilidade, mas é um uso indevido. E sendo usado para dar golpes financeiros, inclusive. Aí fizemos uma campanha no ar. Fizemos nos nossos sites, nas nossas páginas, perfis de internet, dando essa visibilidade e esclarecendo esse ponto, porque não podíamos nos calar diante daquilo de forma alguma, e sim tomando medidas judiciais também para esse caso, especificamente. Dentro do nosso jornalismo, a TV Cultura tem uma tradição muito longa no seu jornalismo, onde a credibilidade, a isenção, a boa informação, ela é levada a sério. Ela é parte do nosso DNA. Ela é parte da nossa linha editorial, do nosso dia a dia. Então temos uma equipe de jornalistas muito preparada, uma equipe forte, uma equipe que sim, olha para isso e com esse cuidado, o que temos de informação e como atacamos isso? Eu acho que é a velha e boa prática do jornalismo: você ter fontes, fontes confiáveis, você e ouvir os dois lados da questão. Acho que foram questões que foram se perdendo no jornalismo, principalmente diante do imediatismo de se colocar uma notícia no ar e de se colocar uma informação. Isso acaba se perdendo. Acho que estamos vivendo essa era aonde a rapidez chegar na frente no digital, acaba tendo um impacto exatamente sobre essas questões que são tão sérias.
Eu costumo dizer que o papel do jornalismo, o papel da imprensa tradicional, é pautar o digital e não o oposto, como temos tem acontecido muito frequentemente. Então, para nós, ver o nosso jornalismo, o Roda Viva pautando a imprensa, como aconteceu com entrevistas recentes que nós podemos mencionar. A última delas foi a entrevista com o Gilmar Mendes, que pautou toda uma discussão que teve uma repercussão muito grande. Isso vem muito ao encontro do que acreditamos. Estamos aqui para levar informação e levantar discussões importantes para a sociedade em todos os aspectos políticos, econômicos, sociais. Esse é o papel não só do nosso jornalismo, mas dos programas. E isso perpassa a nossa programação dentro dos nossos programas jornalísticos.
ON: Não, absolutamente. Como você mencionou, é um ataque à liberdade de imprensa, credibilidade de uma emissora e de outras emissoras que vêm construindo e construíram esse trabalho à custa de muito profissionalismo e esforço, não é verdade? Mas você começou no rádio. Maria Angela foi repórter de rua, depois foi para o impresso e escreveu sobre cinema. Foi para o streaming. Passou por várias empresas, incluindo a Netflix. Foi indicada, várias vezes, e agora você está na emissora. Estou vendo um Emmy aí, atrás de você, que vocês ganharam, inclusive com o programa Pedro e Bianca, parabéns por essa conquista. Como é que você aplica toda essa tecnologia, desse último momento da sua carreira, para a realidade, hoje, de uma TV como a Cultura e emissoras de rádio também?
MAJ: Olha, é curioso porque muitas vezes a gente olha os diversos braços, digamos assim, da mídia, de forma separada. Eu não vejo dessa forma tão separada e tão distinta. Na verdade, a gente faz parte de um ecossistema, um ecossistema que está aí. Neste momento, a TV aberta, nós temos um grande desafio, que é a implementação da TV 3.0.
ON: Fala, um pouquinho sobre isso...
MAJ: É um decreto-lei que prevê uma mudança nas formas de transmissão da TV aberta. A TV aberta sai do seu lugar de ser apenas de broadcast, que é a radiodifusão, para ser um broadband, para ser a banda larga, ou seja, a TV aberta ganha esse aspecto de ser uma plataforma, uma plataforma digital. Então, o que poderia parecer um grande problema, é um desafio, mas não é um problema, abre uma possibilidade muito grande dentro do escopo da TV aberta. É uma modernização da TV aberta. É olhar a TV aberta como plataforma digital. E dentro disso, você incorpora as diversas mídias, que nós temos aqui, como a rádio, os nossos sites, o nosso fast channel, os nossos canais de TV paga, ou seja, você incorpora dentro de um escopo de uma plataforma digital. Então é uma modernização que vai sim alavancar a TV aberta e levar a TV aberta para um outro escopo, para um outro tamanho.
Não é fácil, são investimentos altos, mas eu acho que nós temos que olhar com esse pensamento e pensar em maneiras de fazer essa transição de uma forma suave, de uma forma responsável. Não é disruptivo, não é do dia para noite, mas você abre uma possibilidade, principalmente quando a gente pensa em ensino a distância.
Quando a gente pensa em conteúdos infantis, você ter a interação da criança com o conteúdo infantil dentro de uma TV aberta, dentro da comunicação pública. É maravilhoso, porque na verdade, isso sim vem ao encontro do que eu estava dizendo no início: a democratização do acesso. Hoje em dia, a gente sabe, os conteúdos infantis estão limitados por justamente não poderem ter patrocínio ou marcas, anúncios etc. O nosso papel. Volto para nossa missão como TV pública, de levar o conteúdo infantil, de manter esse espaço da TV Cultura dentro do escopo, dentro do universo infantil, é muito relevante, é muito significativo. Tem uma importância chave aqui dentro.
A TV aberta amplia ainda mais esse alcance e nos possibilita criar conteúdos, gerar novas formas de se fazer o conteúdo, de ter a interação das crianças dentro desses conteúdos. Ou seja, o que a princípio, parecia apenas um grande desafio e um desafio tecnológico, eu acho que agora ele vai se construindo também como uma oportunidade, uma oportunidade de inovação, de transformação digital. É pensar a TV aberta dentro desse universo do digital, que está presente. A mídia tradicional está aí, tem sua força, sua importância. Ela tem que se adaptar ao digital, ok. Mas levando consigo o legado, a responsabilidade, a de novo, o conteúdo sério, o conteúdo de impacto, o conteúdo que movimenta a nossa audiência. Eu acho que esse é o pensamento que nós temos. E, evidentemente, é o que eu digo. Não é fácil, mas também não é impossível. Então vamos em frente. (Risos).
ON: É uma grande sinergia, como você falou. Agora, Maria Angela, eu tenho duas perguntas rápidas. A primeira é justamente esse aspecto da criança. A gente sabe que vocês têm qualidade de programas infantis, mas como manter essas crianças? Como continuar sendo relevante para essas crianças, quando a gente sabe que hoje a criança ou jovem não liga mais a televisão e o rádio como a gente ligava na nossa geração e gerações depois da nossa?
MAJ: Exato. E, volto pra essa questão da TV 3,0. Quando a gente começa a pensar a TV 3.0 dentro de um ambiente de integração, de maior interação, dentro de um ambiente digital, sendo uma plataforma, isso pode ser um grande atrativo para os jovens, para as crianças. Aqui na TV Cultura, e aí, voltando um pouquinho na pergunta anterior sobre a minha experiência dentro do streaming etc. E a minha chegada na TV Cultura. Essa minha experiência no streaming, que é uma plataforma que tem um desenho de muita interação, que tem uma possibilidade de inovação et, trazer essa experiência pra dentro da TV Cultura, eu acho que foi um momento ideal. Quando eu olho para essas necessidades que nós temos agora, com essas mudanças, eu acho que me trazem uma experiência de uma produção de conteúdos que precisam sim falar com essa audiência, que precisa assim gerar impacto. E nós não olhamos apenas para números de audiência, nós geramos para impacto. E o que nós provocamos com os nossos conteúdos em termos de impacto em termos de conversas em redes sociais. Eu acho que o momento agora é outro. É um momento sim, de pensar a TV aberta já dentro desse, desse novo desenho. A TV aberta não vai acabar. Ela tem uma transformação. Não acontece do dia para a noite. É importante reforçar isso, mas ela vai acontecendo ao longo do tempo. E é aí que nós conseguimos pensar nesse jovem, nessa criança dentro do universo de uma TV aberta, com o desenho de uma plataforma digital.
Para isso, nós criamos aqui dentro da TV Cultura recentemente, o nosso Núcleo de Inovação, que é um núcleo criado para olhar novas formas de pensar o conteúdo e novas formas de levar o conteúdo para o nosso cidadão. E nós falamos aqui na TV Cultura, muito em cidadão. Porque é isso. Não é só um público. É um cidadão. É uma emissora pública, portanto, ela tem essa função. Então, nesse aspecto, eu acho que amplia muito o escopo e propicia não só inovação em termos de produção, de novos conteúdos, de linguagem, de formatos, mas também formação de um novo profissional que vai fazer parte desse universo, que são os desenvolvedores de programas, os desenvolvedores de plataformas.
É uma junção muito bonita. Eu digo e tenho repetido muito isso internamente. O nosso legado nos leva para o futuro. O nosso legado vai ser sempre respeitado. O nosso legado está aí. A nossa base aqui de profissionais, que têm anos aqui dentro dessa casa, que fazem essa casa acontecer e ir para o ar. Eles continuam tendo a mesma relevância. O que nós vamos ter é uma incorporação de novos profissionais e novas maneiras de ver a transmissão, a radiodifusão.
ON: Bom, falando em legado, você é a primeira mulher a presidir a Fundação Padre Anchieta em quase 60 anos. Essa é uma profissão que tem muitas mulheres, a maioria é mulheres. Mas chegar ao cargo de liderança de uma fundação, como a Fundação Padre Anchieta, e outras emissoras e canais ainda é um desafio para muitas mulheres. Que conselhos você daria para a gente terminar essa conversa?
MAJ: Pois é (Risos).
ON: Chegamos lá... (Risos).
MAJ: Exatamente. Eu devo te dizer, que até mesmo quando eu fiz todo o processo com um Red Hunter. Eu fui a primeira profissional, aqui, selecionada a partir de um trabalho de um head hunter com outros candidatos. Passei por uma sabatina longuíssima com os 47 conselheiros e fui finalmente a escolhida para esse papel. Eu não tinha me dado conta que eu era a primeira mulher a estar nessa posição. Para mim foi um momento, sabe quando você entende, e você fala: opa!
ON: A ficha cai...
MAJ: A ficha cai. Foi bem isso e me surpreendeu até... Mas foi o que você falou. No mercado audiovisual, mercado de televisão, a indústria de televisão, nós temos muitas profissionais, muitas mulheres, mas poucas em cargos de liderança. Quando a gente olha o histórico até do país. Quando nós pensamos nos grandes profissionais, nos grandes líderes desses canais todos de TV aberta etc é uma presença pequena. Eu venho de uma área de streaming. É curioso, acho que com empresas, com players americanos, onde você tem mais essa flexibilidade, você tem grandes profissionais liderando estúdios, liderando as plataformas de estúdios, na própria Netflix, na HBO também tinha, Paramount também, você tinha essa presença. E aqui a gente ainda encontra pouco. É difícil dar um conselho específico. Mas na minha trajetória, o que eu sempre busquei, foi abraçar oportunidades. Eu nunca falei não para uma oportunidade, desde jovem. Então sempre que me apareciam coisas, eu ia atrás. Eu nunca deixei de acreditar no meu sonho. Sim, eu posso, eu vou, e eu consigo chegar lá. É difícil. A jornada não é fácil, mas eu vou me preparar. Por conta disso, me preparei em todos os aspectos, sempre muito focada em estudo, sempre muito focada em acompanhar os movimentos de mercado, sem ter medo de buscar novos desafios. Eu posso dizer que a minha carreira sempre foi marcada por grandes desafios. Rapidamente: comecei e fiz jornalismo. Comecei em rádio, logo depois de rádio, fui pro impresso, fui trabalhar na Editora Abril, passei pela Veja, fui para o Grupo Folha, escrevia sobre cinema. O cinema me abriu uma porta que foi maravilhosa.
Quando o Rubens Ewald Filho, crítico de cinema, foi trabalhar, assumiu a HBO, isso em 1996. Ninguém conhecia a HBO, no Brasil. A HBO estava começando. Quando ele assume a HBO, ele me convidou para ser supervisora de produção, para fazer os programas de cinema, e o programa dele. Eu dirigia o programa dele, que era um programa sobre cinema. Isso me abriu uma porta muito grande de possibilidades. O meu aprendizado com o cinema: é nesse sentido que eu agarro as oportunidades. Tudo o que eu aprendi com cinema eu levei para esse meu desafio dentro da HBO. E, naturalmente, quando a HBO decide produzir séries no Brasil, foi quase que automático, quer dizer, não foi automático não. Eu tive que batalhar pra caramba. Não vou ser tão modesta (Risos).
Mas foi, mais ou menos, um caminho natural que eu assumisse a área, a área de produções originais no Brasil. E assim foi. Então o que eu digo é assim: todo aprendizado... Eu falo isso muito para os jovens: Nunca pense que você ter uma determinada função ou pegar um determinado trabalho para fazer, que isso não está construindo a sua carreira. Está sim.
ON: É uma escadinha, né, Maria Angela?
MAJ: É uma escadinha... Eu vou te dar um exemplo rápido para eu terminar. Depois de HBO, Netflix, eu fui para a Paramount. E dentro da Paramount, eu cuidava também dos canais do grupo Paramount, não só do streaming. Então, eu tinha Nickelodeon, debaixo de mim, MTV etc. Nickelodeon me expôs à produção infantil. Eu nunca tinha feito produção infantil, antes de ir para lá. Eu sempre fiz séries adultas, séries, comédias, mas eram séries maduras, digamos assim, para uma outra audiência. No Nickelodeon, eu fui exposta a uma produção, fiz a minha primeira série infantil que foi Marcelo, Marmelo Martelo, baseado na Ruth Rocha. Fiz um trabalho e com toda nossa equipe lá fora, de muita troca, de muito aprendizado. Maravilhoso. Corta, um ano e meio depois eu estou aqui na TV Cultura. E qual é o forte da TV Cultura? Conteúdos infantis? Então, pra mim eu acho que isso só vem coroar uma trajetória mesmo. E esse pensamento: não diga não a oportunidades. Se há um conselho profissional que eu dou é esse: não diga não uma oportunidade. Lá na frente você vai ver e falar ‘como foi importante eu ter feito isso’. E eu acho que a minha carreira se constrói nesse caminho.
ON: Maria Angela de Jesus, muito obrigada por essa entrevista ao Podcast News. Parabéns e sucesso nessa empreitada. Muito obrigada!
MAJ: Muito obrigada, Mônica! Um bom dia aí pra você! E é isso: TV Cultura. Vamos em frente com nosso trabalho aqui e acreditando muito, e apostando muito nessa missão da comunicação pública. Obrigada!
*Monica Grayley é editora-chefe da ONU News Português.