27 janeiro 2020

O arquiteto Jonas Rabinovitch fala sobre perigos do ressurgimento do antissemitismo no século 21. Ele acredita que a educação e a informação sobre o Holocausto podem ajudar a impedir a repetição do genocídio; família chegou ao Brasil após fugir da violência e perseguição aos judeus na Europa Oriental dos anos 20.

“Perseguir pessoas puramente pelo que elas são. É errado. É profundamente anti-humano, é profundamente contrário a todos os valores humanitários que a gente pode querer no planeta”.

A declaração é de Jonas Rabinovitch, um arquiteto brasileiro, que cresceu ouvindo histórias e depoimentos sobre antissemitismo e perseguição a judeus.

A família de Jonas chegou ao Brasil no final dos anos 20, no século passado, para escapar de uma campanha de ódio que começava a surgir na Europa Oriental.

 “Era no que hoje é a Moldávia. Mas eu me lembro da minha avó dizendo que a situação política era muito instável, e que a cada semana ela olhava para um prédio do governo e via uma bandeira diferente”.

Jonas cresceu no Rio de Janeiro, se formou em arquitetura e há 27 anos trabalha nas Nações Unidas como conselheiro-sênior do Departamento Econômicos e Sociais das Nações Unidas, Desa.

Rabinovitch conversou com Monica Villela Grayley e Daniela Gross, da ONU News, na ocasião do aniversário de 75 anos de liberação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau e do Dia em Memória das Vítimas do Holocausto, marcados em 27 de Janeiro.

 

 

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