29 abril 2019

Júlio  Parruque destacou a reação do governo da Província; ciclone Kenneth causou a morte de pelo menos trinta e oito pessoas; segundo o PMA, ainda há um risco elevado de inundações e deslizamentos de terra.

Segundo as autoridades moçambicanas, até ao momento, o ciclone Kenneth causou a morte de pelo menos trinta e oito pessoas na cidade de Pemba, no distrito de Macomia e na ilha do Ibo. Há 11 pessoas feridas e 35 mil famílias foram afetadas. Falando à ONU News,  o governador de Cabo Delgado Júlio  Parruque explicou a reação do governo da Província.

“Nós estamos diante de um evento extremo da natureza. Tivemos a previsão meteorológica e o Instituto Nacional de Meteorologia comunicou. Nós ampliamos esta informação para a nossa população. Por isso tivemos algumas medidas fortes de precaução. Entretanto, com o impacto que foi bastante expressivo deste fenômeno nós precisamos de nos manter bastante unidos vigilantes e seremos para nos precavermos ainda mais porque precisaremos, naturalmente, de nos organizar melhor, de nos estruturar para reagir a este impacto. E logo a seguir, nos prepararmos ainda mais para a resiliência.” 

Ciclone Kenneth

Deslizamentos de terra são temidos no bairro de Mahate, em Pemba, depois que o ciclone Kenneth varreu Moçambique. , by Ocha/Saviano Abreu

O ciclone atingiu a costa de Cabo Delgado destruindo mais de 3.500 casas, provocando cortes de eletricidade, bloqueios de estradas e o colapso de uma ponte importante. Várias escolas e centros de saúde também sofreram danos. 

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, há pelo menos mil pessoas deslocadas, enquanto que o governo estima que 680 mil pessoas continuam em risco. De acordo com a agência, embora o ciclone Kenneth já tenha perdido força, continua a causar fortes chuvas na região, havendo um risco elevado de inundações e deslizamentos de terra.

Temporada de Ciclones

O país foi atingido por uma segunda grande tempestade, o ciclone Kenneth, seis semanas depois do ciclone Idai ter deixado um rasto de destruição.  Esta é a primeira vez, desde que há registro, que dois ciclones tropicais fortes atingem Moçambique durante a mesma estação. 

Após o ciclone Idai, em março, o Unicef lançou um apelo de US$ 122 milhões para apoiar a resposta humanitária a crianças e às respetivas famílias afetadas pela tempestade em Moçambique, no Zimbábue e no Malauí nos próximos nove meses.

 

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