Bangladesh: meio milhão de crianças serão vacinadas contra a difteria
BR

15 janeiro 2018

Unicef e OMS já começaram a imunizar as crianças refugiadas rohingya que estão vivendo em Cox’s Bazar; meta é acabar com a transmissão da doença, que já matou mais de 30 pessoas, além de quase 4 mil casos suspeitos nos últimos meses.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Agências das Nações Unidas já começaram a combater o surto de difteria em Bangladesh. A meta é vacinar quase meio milhão de crianças refugiadas rohingya que estão vivendo em acampamentos em Cox’s Bazar.

O representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, em Bangladesh, Bardan Jung Rana, explicou que está sendo feito o possível para evitar que a difteria continue se espalhando.

Mortes e casos

A doença infecciosa é causada por uma bactéria que atinge a garganta e as vias respiratórias e produz uma toxina que afeta outros órgãos. A difteria se espalha por meio de contato físico ou pelas secreções que se espalham quando a pessoa infectada tosse ou espirra.

Entre novembro e 11 de janeiro, pelo menos 31 pessoas morreram por difteria em Cox’s Bazar, além de terem sido reportados quase 4 mil casos suspeitos. Mais de 10,5 mil pessoas que tiveram contato com os suspeitos de estarem com difteria receberam medicamentos para prevenir a doença.

Além da OMS, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, trabalha com o Ministério da Saúde de Bangladesh para fornecer as vacinas nos campos de refugiados.

Vulnerabilidade

Quase 150 mil crianças entre seis semanas de vida e sete anos de idade receberam a vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças, incluindo difteria. Já 166 mil crianças dos sete aos 17 anos receberam doses para ficarem protegidas do tétano e da difteria.

Além disso, 160 mil crianças que vivem em comunidades próximas dos acampamentos de refugiados estão recebendo a imunização.

Mais duas doses das vacinas, com intervalos de um mês, serão aplicadas para proteger totalmente as crianças, que são “as mais vulneráveis à difteria”, segundo o Unicef.

A agência explica que voluntários estão visitando as famílias rohingya nos acampamentos para garantir que todas as crianças sejam vacinadas. Desde agosto, 655 mil pessoas fugiram de Mianmar e buscaram refúgio em Bangladesh.

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