Portugal vai priorizar oceanos, alterações climáticas, missões de paz e Cplp
BR

28 dezembro 2017

Agenda foi divulgada pelo embaixador do país junto às Nações Unidas durante entrevista à ONU News sobre os destaques da cooperação do país com a organização internacional em 2018; nação continuará ativo em operações de paz na África.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Portugal deve priorizar a questão dos oceanos, o combate às mudanças climáticas e a participação ativa em missões de paz em sua cooperação com a ONU em 2018.

Além disso, a nação europeia pretende continuar participando ativamente da parceria da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, com as Nações Unidas.

Agenda

As prioridades na agenda de Portugal para o próximo ano foram divulgadas numa entrevista sobre o tema com a ONU News, no início deste mês.

De acordo como o embaixador português junto à ONU, em Nova Iorque, Francisco Duarte Lopes, seu país também estará atento ao tema da paz e segurança.

“Portugal está já presente em operações de paz das Nações Unidas em várias regiões do mundo. (...) Portugal vai voltar ao Mali, portanto nos próximos anos, no âmbito desta cooperação com outros países assegurando às Nações Unidas que a Minusma, que é a operação de paz das Nações Unidas no Mali, terá sempre uma valência de transporte aéreo. Vamos continuar na República Centro-Africana. Estamos também presentes e vamos continuar no Haiti, no Afeganistão.”

Desenvolvimento sustentável

De acordo com o embaixador, o país “responde sempre de uma forma positiva, dentro das suas possibilidades, às necessidades das Nações Unidas”, sobre o tema da manutenção da paz e segurança.

Segundo o embaixador Francisco Duarte Lopes, o país tem cooperado na área de estatísticas e preparação de dados com a Cplp para implementar a Agenda 2030, de desenvolvimento sustentável. A cooperação ocorre entre a ONU em Portugal e o Instituto Nacional de Estatística do país.

“Para precisamente dar a conhecer a outros países da Cplp a nossa experiência. Para disponibilizar a nossa experiência para no início deste esforço de aplicação da Agenda 2030 e das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ter a certeza que partimos de bases muito sólidas. Portanto que os dados que recolhemos, as estatísticas que usamos são sólidas.”

O embaixador Francisco Duarte Lopes foi o segundo representante lusófono junto à ONU a ser entrevistado para esta série especial sobre as prioridades da cooperação dos países de língua portuguesa com a organização em 2018.

Na sexta-feira, o nosso convidado será o embaixador de Moçambique, António Gumende.

 

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